Imagem de fundo

[...] Ao entardecer, se abrigaram debaixo do alpendre de...

Leia o fragmento a seguir


Stefano


Ela perguntou: Você vai voltar?

E ele respondeu: Daqui dez anos.

Depois viu afastar-se e não fez um único gesto.

Por cima da distância que os separava distinguiu os suspensórios caídos, o cabelo incontrolável de menino, o jeito ainda de criança. Sabia que enfrentaria riscos, mas não disse uma palavra, o olhar retido ali, na curva que lhe tragava o filho.

Só depois de ultrapassá-la, quando soube que estava fora do olhar da mãe, Stefano enxugou os olhos com a manga do paletó. Em seguida foi até a casa de Bruno e o chamou. O amigo saiu e sua avó ficou à porta, olhando enquanto eles iam embora. Deram alguns passos, Bruno virou a cabeça para ver se ela continuava à porta, até que o caminho lhes escondeu a casa. Então o humor começou a mudar.

No caminho, Pino e Remo se juntaram a eles e, pouco depois, um outro, que tocava acordeão e se chamava Ugo. Ao entardecer, se abrigaram debaixo do alpendre de uma igreja, sacaram uns pães, e Ugo um frasco de vinho. Stefano sentiu o fogo do vinho queimando a garganta, o tranco no peito. Pensou que sua mãe estaria pensando nele.

Ugo pegou o acordeão e cantaram até adormecer.

[...]


(ANDRUETTTO, Maria Teresa. Stefano. Tradução Marina Colasanti. 1ed. – São Paulo: Global, 2014.)

[...] Ao entardecer, se abrigaram debaixo do alpendre de uma igreja, sacaram uns pães, e Ugo um frasco de vinho.[...]


As expressões em destaque no período acima, respectivamente, têm a função de expressar circunstâncias de:


A

tempo e lugar.


B

tempo e modo.


C

tempo e intensidade.


D

tempo e negação.


E

tempo e dúvida.