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Leia o texto.
– Haveis de entender, começou ele, que a virtude e o saber têm duas existências paralelas, uma no sujeito que as possui, outra no espírito dos que o ouvem ou contemplam. Se puserdes as mais sublimes virtudes e os mais profundos conhecimentos em um sujeito solitário, remoto de todo contato com outros homens, é como se eles não existissem. Os frutos de uma laranjeira, se ninguém os gostar, valem tanto como as urzes e plantas bravias, e, se ninguém os vir, não valem nada; ou, por outras palavras mais enérgicas, não há espetáculo sem espectador.
(Machado de Assis – O segredo do bonzo. excerto)
Observe a frase abaixo e analise seu contexto no texto:
“… outra no espírito dos que o ouvem ou contemplam”.
Assinale a alternativa correta.
Os dois verbos são intransitivos.
O sujeito é inexistente nas duas orações que a compõem.
A palavra “o” refere-se ao homem que apresenta a teoria posta no texto.
A expressão “no espírito” é um termo essencial da oração.
A palavra “outra” ratifica o argumento de que há “duas existências paralelas” para a virtude e o saber.