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Leia o fragmento do texto 1, a seguir. “A gente vai ter que...

Texto 1


O Brasil está para a produção de carne bovina assim como o Oriente Médio está para a produção de petróleo


Os frigoríficos estão enfrentando dificuldades em completar as escalas de abate, fato justificado pelas altas nos preços da arroba e menor disponibilidade de animais prontos para o abate. Atrelado a esse movimento, o consumidor final no mercado interno já começou a sentir as altas nos preços da carne e também a falta do produto em alguns pontos.

Além disso, o período de estiagem, mais longo em 2019, deixou o pasto seco, que não engordou o gado e colocou ainda mais pressão no mercado. Some-se a isso o aumento das exportações de carne bovina, impulsionadas pelas compras chinesas, cuja demanda cresceu por causa do surto de peste suína africana, e pela ampliação de mercados. Dias atrás, o Brasil habilitou mais 13 frigoríficos para exportar para a China, além de oito para a Arábia Saudita.

“Com o movimento especulativo, os produtores, na expectativa de que o preço aumente, acabam segurando um pouco mais esse gado, demorando um pouco mais para enviar esse animal para o abate”, explicou Rodrigo Coelho, gerente de exportação de frigorífico.

É final de ano e o consumidor espera mesmo que o preço da carne suba por causa das festas de confraternização. Mas estava acostumado com um aumento de até 10%. Só que subiu bem mais que isso e foi além do que cabe no bolso de muitos brasileiros.

O preço do quilo da carne subiu em média 20% em novembro na comparação com setembro deste ano. “A gente vai ter que trabalhar bastante, suar a camisa aí para conseguir trazer um preço mais acessível ao consumidor. Mas, sem dúvida, o preço que era no passado, esse não volta nunca mais não”, afirmou Rafael Pecioli, que é dono de açougue.

Os consumidores brasileiros podem enfrentar desabastecimento de carne bovina neste fim de ano. Além da disparada dos preços, há a possibilidade de escassez do produto em supermercados e açougues. O aviso foi dado, dias atrás, por um dos maiores frigoríficos do país aos seus clientes: “Pensem uma maneira de estocarem as mercadorias [cortes] mais concorridas, pois este final de ano será atípico. Todos os frigoríficos do Brasil estão com dificuldades em terem seus estoques reabastecidos.”


Disponível em: https://www.comprerural.com/preco-disparavai-faltar-carne-para-o-churrasco/>. Acesso em: 05 dez. de 2019.

Publicado em: 26/112/019. [Adaptado].

Leia o fragmento do texto 1, a seguir.


“A gente vai ter que trabalhar bastante, suar a camisa aí para conseguir trazer um preço mais acessível ao consumidor. Mas, sem dúvida, o preço que era no passado, esse não volta nunca mais não”, afirmou Rafael Pecioli, que é dono de açougue.


Sobre a citação acima, é correto o que se afirma em:


A

O termo “ao consumidor” exerce a função de objeto indireto, subordinado a “acessível”.


B

A frase está de acordo com as normas da língua culta formal.


C

Em “esse não volta nunca mais não”, ocorre um vício de linguagem denominado pleonasmo ou redundância.


D

A oração “que é dono de açougue” exerce a função de aposto porque o vocábulo “que” é, no caso, uma conjunção integrante.


E

O termo “a gente”, em sendo um substantivo coletivo, permite que o verbo possa ser usado no plural (vamos ter), sem que isso represente um desvio da norma de concordância verbal.