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Texto para as questões de 1 a 7.
1 Tem-se dito que muitas descobertas científicas são
feitas ao acaso. O acaso, já dizia Pasteur, só favorece os
espíritos preparados e não prescinde da observação. A
4 descoberta da penicilina constitui um exemplo típico disso.
Alexander Fleming, bacteriologista do St. Mary’s
Hospital, de Londres, vinha, há algum tempo, pesquisando
7 substâncias capazes de matar ou impedir o crescimento de
bactérias em feridas infectadas. Em 1928, Fleming desenvolvia
pesquisas sobre estafilococos, quando descobriu a penicilina.
10 A descoberta deu-se em condições peculiaríssimas, graças a
uma sequência de acontecimentos imprevistos e
surpreendentes.
13 No mês de agosto daquele ano, Fleming tirou férias e
deixou algumas placas com culturas de estafilococos sobre a
mesa, em vez de guardá-las na geladeira ou inutilizá-las, como
16 seria natural. Quando retornou ao trabalho, em setembro,
observou que algumas das placas estavam contaminadas com
mofo. Colocou-as, então, em uma bandeja para limpeza e
19 esterilização. Neste exato momento, entrou no laboratório um
colega seu, dr. Pryce, perguntando-lhe como iam suas
pesquisas. Fleming apanhou novamente as placas para explicar
22 ao colega alguns detalhes sobre as culturas de estafilococos,
quando notou que havia, em uma das placas, um halo
transparente em torno do mofo contaminante, o que parecia
25 indicar que aquele fungo produzia uma substância bactericida.
O fungo foi identificado como pertencente ao gênero
Penicillium, donde deriva o nome dado à substância por ele
28 produzida. Fleming passou a empregá-la em seu laboratório
para selecionar determinadas bactérias, eliminando das
culturas as espécies sensíveis à sua ação.
31 Inicialmente, a descoberta de Fleming não despertou
maior interesse. Contudo, alguns anos mais tarde, Ronald
Hare, colega de trabalho de Fleming, tentou, sem êxito,
34 “redescobrir” a penicilina em condições semelhantes às que
envolveram a descoberta de Fleming. Após muitas
experiências, verificou que a descoberta da penicilina só foi
37 possível graças a uma série inacreditável de coincidências,
como: o fungo que contaminou a placa teria vindo pela escada
do andar inferior, onde se realizavam pesquisas sobre fungos;
40 no mês de agosto daquele ano, em pleno verão, sobreveio uma
inesperada onda de frio em Londres, que proporcionou a
temperatura ideal ao crescimento lento da cultura; a
43 providencial entrada do dr. Pryce no laboratório permitiu que
Fleming reexaminasse as placas contaminadas e observasse o
halo transparente em torno do fungo, antes de sua inutilização.
46 Apesar dessas felizes coincidências, se Fleming não
tivesse a mente preparada, não teria valorizado o halo
transparente em torno do fungo e descoberto a penicilina.
Luisa Costa. Como a peste bubônica pode influenciar na saúde dos
europeus hoje. In: Revista Superinteressante, out./2022
(com adaptações).
Com relação ao emprego do acento grave no trecho “Ronald Hare, colega de trabalho de Fleming, tentou, sem êxito, ‘redescobrir’ a penicilina em condições semelhantes às que envolveram a descoberta de Fleming” (linhas de 32 a 35), assinale a alternativa correta.
Seria mantida a correção gramatical do trecho, mas seu sentido seria alterado, caso o acento grave empregado em “às” fosse suprimido.
O emprego do acento grave em “às” deve-se à regência da forma verbal “envolveram”.
O acento grave em “às” indica a contração de dois artigos definidos femininos.
O termo “às” poderia ser substituído por àquelas, sem prejuízo da coerência e da correção gramatical do trecho.
O termo “às” poderia ser substituído por aos, sem prejuízo da coerência e da correção gramatical do trecho.