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Partindo do pressuposto de que a obra de Machado de Assis já se constitui como um cláss...

Partindo do pressuposto de que a obra de Machado de Assis já se constitui como um clássico, ao menos no Brasil, a linha do pensamento de Ítalo Calvino, em Por que ler os clássicos, permite afirmar que a leitura obrigatória da obra de Machado, na escola:


A

é incoerente, porque levar um clássico como Machado de Assis para a sala de aula é correr o risco de que o aluno se afaste dessa leitura por não compreender sua sintaxe e vocabulário rebuscados.


B

é ineficaz, uma vez que um clássico funciona como tal no momento em que pode haver uma relação pessoal entre leitor e obra, ou seja, na vida adulta.


C

é coerente, pois a escola é obrigada a dar ao aluno os instrumentos necessários para que possam fazer escolhas de leituras futuras.


D

é ineficaz, pois as leituras mais eficazes de obras culturalmente valorosas ocorrem depois do ensino escolar, quando se tornam leituras desinteressadas.


E

é coerente, contanto que o instrumental crítico a respeito da obra do autor anteceda os textos originais, para que o aluno tenha o entendimento prévio daquilo que será lido.