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Na frase um poeta torna aberto para todos o universo...

Atenção: Para responder às questões de números 14 a 17, baseie-se no texto abaixo:

No voo da caneta

Numa das cartas ao seu amigo Mário de Andrade, assegurava-lhe o poeta Carlos Drummond de Andrade que era com uma caneta na mão que costumava viver as suas maiores emoções.

Comentando isso numa das minhas aulas de Literatura, atentei para a reação de um jovem aluno: um visível sentimento de piedade por aquele “poeta sitiado e infeliz, homem de gabinete, tímido mineiro que não se atirou à vida” tal como em seguida ele me explicou sua reação.

Não tive como lhe dizer, naquele momento, que entre as tantas formas de se atirar à vida está a de se valer de uma caneta para perseguir poemas e achar as falas humanas mais urgentes e precisas, essenciais para quem as diz, indispensáveis para quem as ouve, vivas para dentro e para além do tempo e do espaço imediatos. Espero que o jovem aluno logo tenha se convencido de que um poeta torna aberto para todos o universo reflexivo de sua intimidade, onde também podemos reconhecer algo da nossa.

(Aldair Rômulo Siqueira, a publicar)

Na frase um poeta torna aberto para todos o universo reflexivo de sua intimidade,


A

o verbo tornar está conjugado na voz passiva.


B

o termo aberto qualifica o objeto direto universo reflexivo.


C

sua intimidade refere-se ao termo todos.


D

para todos é um exemplo de vocativo.


E

ocorre uma indeterminação do sujeito em um poeta.