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Texto para as questões de 1 a 5
Que crise? Esta é uma destruição criativa
1 Escrevendo em 1942, Joseph Schumpeter observou
que era da natureza do capitalismo fazer progresso por meio
de “destruição criativa”. Ocorreu muita destruição no setor
4 financeiro ao longo do último ano: dos preços dos ativos, de
bancos e da confiança. Ainda não é amplamente reconhecido
que isso faz parte de um processo criativo, mas há razão para
7 pensar que sim.
A causa mais próxima de nossos problemas financeiros
atuais é o fato de que grandes quantidades de dinheiro foram
10 emprestadas a pessoas pobres nos Estados Unidos da
América, que só tinham uma chance realista de quitar suas
dívidas: o valor de suas casas, que serviam de garantia para os
13 empréstimos, teria de continuar subindo indefinidamente. O
que devemos aprender com isso? As respostas rápidas —
dependendo dos preconceitos políticos da pessoa — são estas:
16 culpe os pobres, por terem aspirações além de seu status, e os
sucessivos governos americanos que encorajaram a compra de
imóveis, especialmente por parte de famílias de comunidades
19 minoritárias; ou culpe os bancos e os corretores hipotecários
que ofereceram crédito barato sem considerar a qualidade de
sua garantia — e sem considerar os riscos de longo prazo
22 enfrentados pelos tomadores de empréstimo.
O fato é que, antes da atual crise, nem todos os
mutuantes foram predadores e nem todos os mutuários foram
25 idiotas. Mas alguns empréstimos foram imprudentes e outros
foram fraudulentos. Alguns investidores correram riscos que
não entendiam. Muito poucos estavam dispostos a aprender
28 com as evidências dos projetos de microcrédito bem-
sucedidos em todo o mundo; então, agora, teremos todos que
aprender com as evidências de nossos erros.
31 Nós devemos nos lembrar do discernimento de
Schumpeter de que os enormes benefícios da inovação e do
crescimento econômicos ocorrem ao custo de surtos
34 periódicos de fracasso do mercado. Nós devemos nos
recordar que podemos aprender com esses fracassos: a
qualidade da tomada de decisão dos grandes bancos será
37 muito melhor nos próximos cinco anos do que foi nos últimos
cinco anos.
Mark Hannam. In: Internet: < www.//noticias.uol.com.br > (com adaptações).
Acerca das estruturas linguísticas do texto, assinale a opção correta
A supressão das vírgulas altera o sentido do trecho "o valor de suas casas, que serviam de garantia para os empréstimos, teria de continuar subindo indefinidamente" (l.12-13).
A substituição de "teria" (l.13) por teriam não altera o sentido nem a adequação gramatical do trecho "o valor de suas casas, que serviam de garantia para os empréstimos, teria de continuar subindo indefinidamente" (l.12-13).
No trecho "culpe os pobres, por terem aspirações além de seu status," (l.16), o uso de culpe-se no lugar de "culpe" manteria a correção gramatical do período.
No trecho "culpe os bancos e os corretores hipotecários que ofereceram crédito barato sem considerar a qualidade de sua garantia - e sem considerar os riscos de longo prazo enfrentados pelos tomadores de empréstimo" (l.19-22), a conjunção "e" empregada após o travessão ordena temporalmente as duas orações introduzidas por "sem", indicando que a não consideração da qualidade da garantia antecede a não consideração dos riscos de longo prazo.