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Texto para as questões de 1 a 10.
1 ____ Que é, pois, o tempo? Quem poderia explicá-lo de
maneira breve e fácil? Quem pode concebê-lo, mesmo no
pensamento, com bastante clareza para exprimir a ideia
4 com palavras? E, no entanto, haverá noção mais familiar e
mais conhecida usada em nossas conversações? Quando
falamos dele, certamente compreendemos o que dizemos;
7 o mesmo acontece quando ouvimos alguém falar do tempo.
Que é, pois, o tempo? Se ninguém me pergunta, eu sei; mas
se quiser explicar a quem indaga, já não sei. Contudo, afirmo
10 com certeza e sei que, se nada passasse, não haveria tempo
passado; que se não houvesse os acontecimentos, não
haveria tempo futuro; e que se nada existisse agora, não
13 haveria tempo presente. Como então podem existir esses
dois tempos, o passado e o futuro, se o passado já não existe
e se o futuro ainda não chegou? Quanto ao presente, se
16 continuasse sempre presente e não passasse ao pretérito,
não seria tempo, mas eternidade. Portanto, se o presente,
para ser tempo, deve tornar-se passado, como podemos
19 afirmar que existe, se sua razão de ser é aquela pela qual
deixará de existir? Por isso, o que nos permite afirmar que
o tempo existe é a sua tendência para não existir.
Santo Agostinho. Confissões.
Internet: <culturadefato.com.br> (com adaptações).
O trecho “esses dois tempos” (linhas 13 e 14) funciona sintaticamente como
núcleo do predicado em que ocorre.
complemento direto da locução “podem existir” (linha 13).
sujeito da locução “podem existir” (linha 13).
sujeito de duas formas verbais: “existe” (linha 14) e “chegou” (linha 15).
predicativo do sujeito.