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Qual das seguintes alternativas melhor explica o sentido...

Instrução: As questões de números 01 a 15 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.


Prefiro acreditar que pensar que um dia nos sentiremos prontos o suficiente é utopia


Por Pedro Guerra


  1. Desde que me entendo por gente, sempre tive uma pressa enorme em existir. Quem sabe
  2. a responsabilidade disso deva cair sobre as milhares de ideias que trafegam em descontrole
  3. dentro da mente, onde o objetivo comum entre todas é tomar forma. Foi por isso mesmo que
  4. executei projetos, lancei livros e “dei a cara a tapa” muitas vezes sem nem saber o que o tal
  5. tapa significava. Contudo prefiro me concentrar no sentimento gratificante que é olhar para
  6. ________ e saber que tudo aquilo que eu ________ fazer simplesmente foi feito.
  7. A ________ é uma meta recorrente para todos nós. Queremos sentir que estamos
  8. fazendo exatamente aquilo que nascemos para fazer. Entre perrengues da vida acadêmica e
  9. contratempos dos primeiros empregos, eventualmente atingimos a profissão e o emprego
  10. desejados. Seja qual for a área, o que reparo muitas vezes é um certo receio: será que estou
  11. pronto?
  12. Em paralelo, continuamos estudando e nos matriculamos em meia dúzia de cursinhos de
  13. fim de semana. Procuramos nos espelhar naqueles tidos como referência, pois estes sim estão
  14. prontos (ao menos, é o que acreditamos). O resultado é um tempo que passa rápido demais e
  15. que nos faz ter menos e menos coragem, pois a esta altura já acreditamos que nunca saberemos
  16. o suficiente, além do fato de a cautela que acreditamos que deva existir nos mantém muitas
  17. vezes no mesmo lugar. É um ciclo onde o novo e o arriscado assustam, e aí nos acostumamos
  18. ao que é cômodo.
  19. Opiniões à parte, prefiro acreditar que pensar que um dia nos sentiremos prontos o
  20. suficiente é uma quimera. Tão inatingível quanto acreditar que podemos, ainda nesta vida, ser
  21. perfeitos. Como bem pontuou Cortella (em seu livro que não ironicamente chama ‘Não nascemos
  22. prontos’), “gente não nasce pronta e vai se gastando; gente nasce não-pronta e vai se fazendo”.
  23. E é exatamente aqui que se esconde o segredo-não-tão-secreto que talvez você só fosse
  24. descobrir no best seller daquele coach que surgiu do nada mas que já surgiu “prontíssimo”: o
  25. importante é quão dispostos estamos em nos fazer. Até quanto consigo me construir?
  26. Certa vez escutei, em um programa de empreendedorismo, que se você não sente
  27. vergonha de algo que já fez, é porque começou tarde demais. Fico imensamente feliz em
  28. relembrar quantos erros de (falta de) estratégia já cometi, ou quantos materiais já lancei e que
  29. hoje não julgo serem os melhores. Dou risada porque faz parte. Tá na minha história. É claro
  30. que lá na frente faremos melhor o que fizemos ontem (até porque, a ideia é que seremos
  31. melhores também). Mas isso não anula que tudo fez sentido e estava em sua melhor versão
  32. quando realizado. E a moral toda é sobre isso mesmo: existir, do jeito que for. Porque o
  33. importante é fazer e ir se fazendo com aquilo que temos (e somos) hoje.


(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/pioneiro/colunistas – texto adaptado especialmente para esta

prova).

Qual das seguintes alternativas melhor explica o sentido que o autor quis dar à expressão ‘dei a cara a tapa’ (l. 04)?


A

Apanhei muito na execução dos meus projetos, inclusive no rosto.


B

Dei muitos tapas em mim mesmo por não ter clareza sobre os objetivos pretendidos.


C

Quando olhava para meus planos, via que não mereceria nada a não ser um belo tapa na cara.


D

Por não saber o que era um tapa, ofereci meu rosto para receber a agressão, já que poderia ser um insucesso financeiro.


E

Enfrentei e me pus à prova quando nem mesmo sabia das consequências do que estava pretendendo realizar.