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Texto para os itens de 1 a 20.
O que é o ruído marrom, que promete acalmar o cérebro e combater o déficit de atenção
1 Talvez você não saiba, mas existem alguns sons com nomes de cor. Os mais conhecidos são o ruído branco, que
contém a mesma intensidade sonora em todas as frequências audíveis pelo ouvido humano (o resultado lembra o som
emitido por uma TV fora do ar), e o ruído rosa, que também é uma mistura de todas as frequências, só que um pouco mais
4 intenso nos sons médios. O ruído marrom é como o branco e o rosa, só que mais grave – porque as frequências médias e
as agudas estão presentes em menor proporção. Ele tem esse nome por causa do movimento browniano, um fenômeno
identificado pelo biólogo escocês Robert Brown, em 1827.
7 Brown constatou que, quando as partículas estão suspensas em um meio (ele usou pólen, mergulhado na água e
observado por um microscópio), elas tendem a se movimentar de uma forma aleatória, mas, ao mesmo tempo, característica.
O ruído marrom tem esse nome porque, se ele for representado graficamente, o resultado fica similar à representação de um
10 padrão browniano, com mais elementos de baixa frequência (que oscilam menos vezes por segundo) e menos elementos de
alta frequência (que oscilam mais vezes por segundo).
Na prática, ele é mais agradável aos ouvidos do que os outros ruídos coloridos, já que é menos agudo – e, por isso,
13 começou a fazer sucesso nas redes. Mas e o déficit de atenção, onde entra? Existem alguns estudos científicos demonstrando que o
ruído branco realmente pode melhorar a concentração de crianças com transtorno do déficit de atenção e hiperatividade (TDAH).
Os adeptos do ruído marrom, sobre o qual não há estudos similares, simplesmente transpuseram essas conclusões.
16 Uma hipótese sobre o efeito do ruído branco (e, presumivelmente, do marrom) é que ele cria um estímulo constante,
que ocupa e sacia o cérebro – atenuando a sensação de inquietação e desconcentração causada, em quem sofre de TDAH,
pela falta do neurotransmissor dopamina.
19 Ele é, no mínimo, bem calmante – lembra o som de ondas quebrando na praia. E mal não faz. Desde que você tome
um cuidado bem importante: o volume dos seus fones de ouvido. A exposição prolongada a sons altos causa danos auditivos
irreversíveis – e aqueles contínuos e agradáveis, como o ruído marrom, podem ser especialmente perigosos, porque o volume
22 pode não parecer tão alto quanto realmente está.
Se você for escutar o ruído marrom – o YouTube está cheio de versões e variações, com chuva e com outros sons
relaxantes adicionados –, ouça sempre em volume baixo e evite a exposição contínua (parando a cada 15 ou 30 minutos, por
25 exemplo, para dar tempo de os ouvidos descansarem).
Internet: <www.super.abril.com.br> (com adaptações).
Em relação ao texto e a seus aspectos linguísticos, julgue os itens de 1 a 10.
Na linha 4, a inserção de uma vírgula após o termo “marrom” não acarretaria prejuízo à correção gramatical do texto e serviria para destacar o sujeito da oração: “o ruído marrom”.
Certo
Errado