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A estrutura textual predominante no fragmento anterior é a

Leia com atenção o fragmento de texto seguinte, extraído da crônica “Sexta Black”, de Luana Génot, Revista Ela – O GLOBO, 29 de novembro de 2020, p.14.


TEXTO:


Na sua opinião, Black Friday é um termo

racista? Para alguns, este questionamento

representa: “Ai, que mimimi. Tudo agora é

racismo!”. Para outros, é tempo de repensar e

5 ressignificar os usos deste e de outros termos

que podem estar associados a um contexto

racista. Estou com este grupo. E,

independentemente de qual seja o seu

pensamento, acho que cabem reflexões sobre o

10 tema.

Há diversas teorias que explicam o início

do uso da expressão. Uma das mais populares

é que Black Friday seria, nos Estados Unidos, o

dia seguinte à quinta-feira de Ação de Graças,

15 no final do mês de novembro. Essa data marca

o início das compras de Natal. Isso significaria

que os números do comércio sairiam do

vermelho e ficariam no lucro, marcado pela cor

preta.

20 Já li também histórias que detectam, em

1869, o primeiro uso do termo Black Friday,

associado à quebra do mercado do ouro nos

EUA, que teria provocado uma enorme crise

financeira e a falência dos ricaços de Wall

25 Street. A crise é, portanto, associada ao termo

Black, neste contexto de uma sexta-feira de

vacas magras.

Há outras teses que alegam que, por volta

dos anos 1800, proprietários de plantações do

30 Sul dos Estados Unidos podiam comprar

escravos com desconto na sexta-feira, logo

após o famoso Dia da Ação de Graças. E essa

teoria, apesar das controvérsias e, para muitos,

falta de provas históricas, tem sido a base de

35 argumentos de boicotes ao feriado e ações de

varejistas, acusadas de reforçar elementos

escravocratas nos dias de hoje.

O certo é que o período de promoções

das varejistas já não é o mesmo.

[...]

A estrutura textual predominante no fragmento anterior é a


A

injuntiva


B

expositiva


C

argumentativa


D

descritiva