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Possuem o mesmo valor morfológico que a expressão “no final...

AS QUESTÕES DE 1 A 15 ESTÃO RELACIONADAS AO TEXTO ABAIXO


TEXTO


1 No Brasil, anualmente, são desperdiçados 41 mil toneladas de alimentos, segundo Viviane

2 Romeiro, coordenadora de Mudanças Climáticas do World Resources Institute (WRI) Brasil, uma

3 instituição de pesquisa internacional. [...] “O Brasil está entre os dez principais países que mais perdem e

4 desperdiçam alimento. Estamos falando da cadeia de perda e de desperdício. Perda que tem a ver com a

5 colheita, a pós-colheita, com a distribuição e o desperdício que já vem no final da cadeia, que é no varejo,

6 no supermercado e com o hábito do consumidor”, disse Viviane.

7 Essa perda e desperdício de alimentos tem diversas implicações. Uma delas é com relação à

8 segurança alimentar.

9 [...]

10 Segundo Allan Boujanic, representante da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e

11 Alimentação (FAO) no Brasil, cerca de 30% de tudo o que é produzido no mundo é desperdiçado e perdido

12 antes de chegar à mesa do consumidor. Isso provoca, segundo a FAO, um prejuízo econômico estimado

13 em US$ 940 bilhões por ano, o que corresponde a cerca de R$ 3 trilhões.

14 Sobre a questão ambiental, Viviane disse que, se essa perda mundial com os alimentos fosse um

15 país, ela seria o terceiro maior país do mundo por emissão de gás de efeito estufa, por exemplo, ficando

16 atrás apenas da China e dos Estados Unidos.

17 Outras implicações, segundo Viviane, dizem respeito aos aspectos econômico e ambiental. “É

18 um assunto que envolve uma questão social e de segurança alimentar, de impacto econômico, mas também

19 de impactos ambientais e aí destacamos essencialmente a perda da biodiversidade, impactos na

20 biodiversidade, impactos no uso do solo, na questão da água, da escassez da água, e também a questão do

21 clima, das emissões de carbono”, disse.

22 Para Viviane, uma das ações que poderia ajudar a reduzir o desperdício e a perda de alimentos

23 no país seria a adoção de um marco regulatório sobre o tema. “Hoje temos vários projetos de lei, mas que

24 não foram aprovados ou promulgados. É super-importante que tenhamos um marco regulatório específico

25 e que proporcione segurança jurídica para que as empresas realizem suas doações de forma adequada e

26 para que haja incentivos e subsídios para a redução da perda e desperdício alimentar. Essa questão

27 legislativa e regulatória é extremamente importante”, disse.

28 Para a coordenadora de Mudanças Climáticas do WRI Brasil, inventariar a perda e o desperdício

29 de alimentos é um primeiro passo importante que as empresas e que os países devem fazer. Depois seria

30 importante estabelecer metas de redução e estratégias para que ocorram.

31 Para Alcione, a grande dificuldade diz respeito à cadeia logística. “Tanto a cadeia de distribuição

32 quanto a de armazenamento e o consumidor final tem uma grande perda de alimentos por falta de

33 infraestrutura. Nossas centrais de abastecimento não têm uma infraestrutura adequada. Faltam cadeias e

34 câmaras frias e falta conscientização na parte de manipulação e embalagens. O Brasil tem um grande

35 problema de infraestrutura hoje e de logística nessa área. Diria que esse é o problema mais grave que a

36 gente tem no desperdício de alimentos”, disse a integrante do corpo diretivo da Rede Save Food Brasil.

FONTE: http://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2016-06/brasil-desperdica-40-mil-toneladas-de-alimento-por-diadiz-entidade

Possuem o mesmo valor morfológico que a expressão “no final da cadeia” (L.5) os termos.


A

“anualmente” (L.1) e “da cadeia” (L.4).


B

“atrás da China” (L.16) e “essencialmente” (L.19).


C

“o desperdício” (L.22) e “extremamente” (L.27).


D

“à cadeia logística” (L.31) e “de alimentos” (L.36).