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Atente para esta construção:A filha alertou o velho:– Olha...

Atenção: Para responder às questões de números 7 a 11, baseie-se no texto abaixo.

Memória de longe

Ao longo da vida, nossas lembranças não apenas se renovam, segundo os fatos que vão acontecendo. A faculdade da memória, em seu misterioso processo, muda de natureza. Na velhice, a memória costuma priorizar as lembranças mais antigas segundo necessidades novas. É o que confirma o caso seguinte.

Meu muito velho vizinho estava morrendo. Ciente de seu estado, pediu que chamassem o filho longínquo, que há tanto tempo estava sem ver, já perdera a conta dos anos. Chamaram, e o filho José se pôs a caminho, ele mesmo, seu filho predileto, o filho Zezito. E o José enfim chegou de sua longa viagem de avião, respondendo contristado ao apelo paterno. Surgiu no quarto penumbroso, achegou-se ao leito, os cabelos e os bigodes já grisalhando contra a luz do abajur.

A filha alertou o velho:

– Olha, aí, pai, o Zezito chegou. Pertinho de você.

O velho entreabriu os olhos turvos e já ia estendendo um braço, quando então o recolheu, murmurando num tom irritado:

– Esse aí não é o Zezito, não! Cadê o Zezito?

Horas depois o velho vizinho partiu. Sem se despedir de ninguém, nem mesmo do menino que há tanto, tanto tempo perdera de vista.

(Jesualdo Calixto, inédito)

Atente para esta construção:


A filha alertou o velho:

– Olha aí, pai, o Zezito chegou. Pertinho de você.


Transpondo-se para o discurso indireto, esta passagem deverá ficar: A filha alertou o pai que


A

olhe para o Zezito que chegou, pertinho de você.


B

ali chegara o Zezito, que olhe ele pertinho de você.


C

o Zezito chegou, pai, aí pertinho de você.


D

olhasse o Zezito, que chegara e estava pertinho dele.


E

chegara o Zezito, que o olhasse pertinho, pai.