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fazê-la alcançar − Vejo-o nucleado − faz imaginá-loOs...

Atenção: Para responder às questões de números 13 e 14, considere o texto abaixo.


O pior no meu entender está na poesia brasileira, tanto quanto a nossa literatura não imediatamente comercial, ter sido convertida, no empenho de fazê-la alcançar um público mais amplo do que o cada vez mais arredio público frequentador de livrarias, em remédio chato de tomar. Indicados pelos professores como leitura obrigatória a alunos sem maior curiosidade intelectual, esses livros, essas antologias ministradas sob receita pedagógica traem a finalidade precípua da literatura, que é a de deleitar. Dou a este verbo uma etimologia poética, pouco me importando saber se é falsa, possível ou verdadeira. Vejo-o nucleado na palavra “leite”, o alimento primeiro e essencial que reconcilia o nascituro com o mundo no qual se vê repentinamente atirado, sem consulta prévia, e que o faz imaginá-lo, como nos poemas de William Blake, antes o paraíso dos prazeres da idade da inocência que o prosaico reino de deveres da idade da experiência.


(Adaptado de: PAES, José Paulo. Apud. SILVA, Marcia Cristina. José Paulo Paes: entre o crítico literário e o poeta para crianças. Revista FronteiraZ, São Paulo, n. 8, julho de 2012.)

fazê-la alcançar − Vejo-o nucleado − faz imaginá-lo


Os pronomes dos segmentos acima se referem, respectivamente, a:


A

literatura não imediatamente comercial – este verbo – o paraíso


B

literatura não imediatamente comercial − leite − o alimento primeiro


C

leitura obrigatória − o alimento primeiro − o mundo


D

poesia brasileira − o nascituro − o paraíso


E

poesia brasileira − este verbo − o mundo