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1 Trabalho demais, agenda cheia, Internet, celular e
carros que chegam a mais de 200 km/h transformam o
homem moderno numa espécie de Coelho Branco de Alice
4 no País das Maravilhas. Sempre apressado, eternamente
atrasado. E doente. Literalmente. A velocidade, símbolo do
desenvolvimento tecnológico e de um modo de produção e
7 consumo cada vez mais vorazes, criou um sentimento de
urgência que poucos conseguem administrar. Se é que
conseguem mesmo. O resultado é um novo mal que é a cara
10 do nosso tempo: a doença da correria, uma espécie de
superestresse que foi descrito pelo médico americano Larry
Dossey como uma resposta ao fato de o nosso relógio interno
13 ter virado o relógio de pulso e o despertador.
Iniciativas que privilegiam o bem-estar, a
simplicidade, a tradição local, o resgate da história e a
16 hospitalidade começam a pipocar pelo globo. Esse é o
começo de uma revolução cultural, uma mudança radical na
forma como vemos o tempo e como lidamos com a
19 velocidade e a lentidão.
In: Galileu, out./2005, p.43 (com adaptações).
Com relação ao texto acima, julgue os itens que se seguem.
No último período do texto, por causa da função explicativa que o trecho "uma mudança radical (...) lentidão" apresenta, seriam respeitadas as regras de pontuação se a vírgula depois de "cultural" fosse substituída pelo sinal de dois pontos.