Imagem de fundo

De acordo com a norma padrão da língua portuguesa, é...

LEIA O TEXTO A SEGUIR PARA RESPONDER AO QUE SE PEDE:


Ética no trabalho, uma questão de responsabilidade


A ética no trabalho tem importância fundamental na coletividade, e seu enfoque de vanguarda consiste na abordagem dos aspectos intervenientes nos processos de trabalho, de forma a possibilitar que o exercício da profissão ocorra dentro de parâmetros que considerem o interesse maior da sociedade. (...)

A ética é indispensável ao profissional, pois, na ação humana, o "fazer" e o "agir" estão integrados. O "fazer" diz respeito à competência, à eficiência e eficácia que todo profissional deve possuir para desempenhar bem a sua profissão. O "agir" refere-se à conduta deste profissional, ao conjunto de atitudes que deve este, assumir na execução de sua profissão. (...)

Na Administração Pública, é sabido por todos que o servidor público é visto maliciosamente como responsável pela degradação dos serviços por ele prestados, pela burocratização e pela quebra dos protótipos de conduta ética da administração pública. Esse espectro do funcionalismo emana principalmente do fato de que ainda não se conseguiu implantar completamente na administração pública o sistema do mérito. Perdura ainda um traço cultural de empreguismo, naturalmente o mais enfatizado pela crítica, que se contrapõe, em termos de valores morais e éticos, ao profissionalismo fundado no sistema do mérito. Ou seja, um pedaço do velho ‟sistema deteriorado” continua presente nas relações do poder político com a administração pública.

O homem enquanto ser sociável elaborou leis para orientar seu comportamento frente as suas necessidades e ao igualitarismo, todavia, não é possível para a lei determinar o seu padrão de comportamento, e este é o ponto crucial, quando nos deparamos com a cultura, não a cultura na acepção de acúmulo de títulos acadêmicos, mas sim enquanto lisura e transparência dos atos praticados na condução da coisa pública.

A lacuna existente sobre ética na Administração Pública encontra terreno fértil para proliferação em detrimento do comportamento de algumas autoridades públicas, e, infelizmente, o Brasil é palco constante da contravenção, ficando longe de ser fundamentado em princípios éticos, e isto ocorre, principalmente, devido à falta de mecanismos de controle e responsabilização adequada dos atos ilícitos e antiéticos.

A aspiração por uma administração pública norteada por valores éticos não se esgota na aprovação de leis mais rigorosas, até porque leis e decretos em vigor já dispõem abundantemente sobre a conduta do servidor público. O fazem, porém, em termos genéricos ou, então, a partir de uma ótica apenas penal, o que dificulta sobremaneira a apuração e punição das transgressões. O alicerce a ser compreendido é que os padrões éticos dos servidores públicos advêm de sua própria natureza. A consciência ética, como a educação e a cultura, é aprendida pelo ser humano, e, assim, a ética na administração pública deveria advir de maneira satisfatória, pois a insatisfação social com a conduta ética do governo é explícita. Mais importante do que investigar as causas da insatisfação social é reconhecer que ela existe e que se trata de uma questão política.

O Estado, que a princípio deveria impor a ordem e o respeito como regra de conduta para uma sociedade civilizada, é o primeiro a corroborar o ato imoral, o que implica numa emergencial "transformação cultural" dentro da estrutura pública, buscando se pautar nos princípios da moralidade, economicidade, impessoalidade, legalidade, e finalidade que estão elencados no art.37 da Constituição Federal Brasileira de 1988.

Assim, a improbidade e a falta de ética que nascem nas máquinas administrativas devido ao terreno fértil encontrado de governos autoritários, regidos por políticos sem ética, sem critérios de justiça social, mesmo após o advento do regime democrático, prosseguem corrompidos pelo "agente" dos interesses escusos, abalando a confiança das instituições, prejudicando a eficácia das organizações, e a maior das mazelas brasileiras, cultivando o desrespeito à coisa pública. O cidadão ético e de caráter espera de seus administradores sobriedade, seriedade e conduta ética.


Fonte: CARVALHO, Débora. Ética no trabalho, uma questão de responsabilidade. 24/04/2010. Disponível em: https://administradores. com.br/artigos/etica-no-trabalho-uma-questao-de-responsabilidade. Acesso em: 10 de março de 2020. (adaptado).

De acordo com a norma padrão da língua portuguesa, é FACULTATIVO o emprego do acento indicador de crase, somente no elemento linguístico assinalado em:


A

“O "fazer" diz respeito à competência...”


B

“...elaborou leis para orientar seu comportamento frente as suas necessidades e ao igualitarismo...”


C

“...aspectos intervenientes nos processos de trabalho, de forma a possibilitar que o exercício da profissão ocorra...”


D

“....e isto ocorre, principalmente, devido à falta de mecanismos de controle e responsabilização adequada dos atos ilícitos e antiéticos.....”