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Texto II
Cântico VI
Tu tens um medo de Acabar.
Não vês que acabas todo dia.
Que morres no amor.
Na tristeza.
Na dúvida.
No desejo.
Que te renovas todo dia.
No amor.
Na tristeza.
Na dúvida.
No desejo.
Que és sempre outro.
Que és sempre o mesmo.
Que morrerás por idades imensas.
Até não teres medo de morrer.
E então serás eterno.
MEIRELES, C. Antologia poética. Rio de Janeiro: Record,1963 (fragmento).
Analise os versos abaixo para responder às questões 08 e 09:
Que és sempre outro.
Que és sempre o mesmo.
Acerca do tipo de sujeito empregado nesses versos, assinale a alternativa correta.
Os versos apresentam sujeito desinencial, já que não aparece no texto mas pode ser identificado pela concordância verbais e nominais estabelecidas.
Os versos apresentam sujeito elíptico, pois embora não apareça nesses versos, é possível identificá-lo, pois já foi mencionado no primeiro verso do texto.
Os versos apresentam sujeito indeterminado, uma vez que para manter a coesão textual, foi empregado em elipse.
Os versos não apresentam sujeito, já que o verbo ser é de ligação e não pode ter como sujeito a palavra “que”.
Os versos apresentam sujeito simples, representado pelo pronome “tu”, que aparece logo no início do texto.