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Candida auris: misterioso fungo mortal alarma autoridades mundiais de saúde
Em 2009, um novo fungo foi descoberto em Tóquio, no Japão, na orelha de uma mulher. Em 2016, ele foi detectado pela primeira vez nos Estados Unidos em um hospital de Nova Iorque. Em 2023, ele foi encontrado em 28 estados norte-americanos e no Distrito de Columbia.
Em 2019, Johanna Rhodes, especialista em doenças infecciosas no Imperial College London (Reino Unido), disse à BBC que os surtos já eram conhecidos em vários países, inclusive na Espanha e na América do Sul, há vários anos. Candida auris infectou pouco mais de 2300 pessoas nos EUA no ano passado e tem se espalhado a uma “taxa alarmante”, de acordo com os Centros de Controle de Doenças (CDC).
As primeiras pesquisas sugerem que o aumento da temperatura global, um subproduto da mudança climática, pode ter contribuído para a evolução do fungo, para ele conseguir viver dentro do corpo humano. Mas as origens do fungo permanecem um mistério: ainda não está claro onde ele surgiu e por que ele surgiu tão subitamente.
“Neste momento não temos nenhuma evidência conclusiva”, diz Luis Ostrosky, chefe de doenças infecciosas e epidemiologia da UTHealth Houston e Memorial Hermann, nos Estados Unidos. Mas a mudança climática, acrescenta ele, é “uma teoria provável”.
Algumas infecções fúngicas são comuns, como o pé de atleta, mas as infecções de Candida auris são mais raras e começam dentro do corpo, multiplicando-se no sangue ou apodrecendo em uma ferida preexistente. As infecções ocorrem principalmente em pessoas que são imunossuprimidas e que recebem tratamentos médicos regulares, nos quais podem entrar em contato com algo infectado.
O que torna o Candida auris tão preocupante é que ele é difícil de detectar e ainda mais difícil de tratar. O corpo humano geralmente é quente demais para que os fungos sobrevivam. Mas como a mudança climática faz com que as temperaturas médias aumentem e as ondas de calor se tornem mais frequentes e extremas, os fungos podem ser capazes de evoluir para suportar temperaturas mais altas no ambiente e, portanto, ter mais probabilidade de sobreviver dentro de nós.
Em agosto de 2022, pesquisadores na Áustria insistiram em uma “ação global concertada” em resposta ao surto. “Estes desafios são um sério lembrete de nossa persistente vulnerabilidade a doenças infecciosas, e sem dúvida enfrentaremos e administraremos ameaças comparáveis no futuro”, escreveram eles.
(Fonte: National Geographic Brasil — adaptado.)
Em "[...] pesquisadores na Áustria insistiram em uma ‘ação global concertada’ em resposta ao surto.", o sentido da palavra sublinhada é CORRETAMENTE definido como:
Restaurada.
Quebrada.
Refeita.
Reorganizada.
Orquestrada.