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Segundo Tânia Pellegrini, no capítulo “O mercado”, do livro A imagem e a letra, os escritores, divididos entre a dedicação exclusiva à literatura e a aceitação das regras do mercado, assinalam a ausência de crítica “judicativa e refletida” no Brasil, das décadas de 70 e 80 do século 20. No quadro geral da “dinâmica da cultura de massas”, é correto afirmar sobre a “situação do escritor” que
os escritores desenvolvem formas como respostas pessoais dentro do “campo de forças” do mercado editorial.
os vínculos entre editores e a função do escritor (atividade artesanal/criativa) são harmoniosos, como provam altos índices de vendagem de alguns títulos do período.
a demanda e a produtividade excessivas pouco ou nada prejudicam/interferem nos processos de “amadurecimento artístico”.
o escritor pode ser visto como “marca”, aspecto que só ressalta a importância da obra.
as “exigências da produtividade industrial” desobrigam o escritor a repensar a noção de texto e seu próprio perfil como intelectual.