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No ensaio “Atração do mundo – políticas de globalização e de identidade na moderna cultura brasileira” (O cosmopolitismo do pobre: crítica literária e crítica cultural), Silviano Santiago conclui que os modelos das décadas de 20 (culturalista) e de 30 (economicista) do século 20 estão “sendo questionados pelas novíssimas gerações” (p. 37). Sobre o tema, é correto afirmar que
o modelo dos anos 20 permaneceu intacto no período da ditadura militar, mantendo o mesmo otimismo nacionalista dos modernistas.
o modelo dos anos 30 e sua repercussão nos anos 60 abdicou do engajamento político durante a ditadura militar.
os movimentos de crítica aos dois modelos recusam a discussão sobre identidade cultural ou mesmo sobre políticas identitárias (algumas de grupos minoritários).
as duras críticas das novas gerações vêm de tendências inspiradas por movimentos de reação à presença hegemônica da cultura estadunidense (no mundo e no Brasil).
uma das características marcantes dos movimentos é a total ausência de aliança cosmopolita, restringindo-se ao apoio exclusivo dos partidos políticos tradicionais.