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1 A história da penetração, do povoamento e da
ocupação econômica do vasto interior brasileiro está
intimamente vinculada à abertura e à expansão das rotas
4 terrestres e fluviais que varreram o território nos quatro
séculos da colonização. Desde a chegada dos portugueses até
as últimas décadas do século XIX, foi aberta uma infinidade
7 de caminhos terrestres e rotas fluviais de circulação, em um
esforço verdadeiramente titânico de apropriação, pelo
colonizador europeu, da massa territorial representada pelo
10 conjunto de terras da porção oriental da América do Sul,
onde está localizado o Brasil.
Não é novidade que, nesse processo, foram
13 dizimados ou escravizados os primeiros povos ocupantes
dessas terras.
Com a chegada dos africanos, os caminhos de
16 penetração passaram a ser também obra do escravo negro.
Incontáveis trilhas e estradas foram abertas e assentadas pela
mão-de-obra escrava; os poucos calçadões de pedra que
19 ainda hoje podem ser encontrados no interior brasileiro dão
uma pálida idéia do árduo esforço que representou a sua
construção pelo braço afro-brasileiro. A história dos
22 caminhos antigos brasileiros tem, assim, as cores da guerra
contra o indígena e da escravidão africana. Mas também do
comércio. Pelas vias antigas trafegou o que já foi
25 denominado “o navio das Minas Gerais”, que eram as tropas
de muares responsáveis pela intensa circulação mercantil no
interior da colônia.
Marcio Santos. As estradas reais no interior brasileiro. Internet: <www.almg.gov.br> (com adaptações).
Julgue os itens de 8 a 15, a respeito das idéias e das estruturas lingüísticas do texto acima.
A repetição da preposição de em "da guerra" (l.22) e "da escravidão" (l.23) mostra que esses dois termos complementam "as cores" (l.22).