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A repetição da preposição de em "da guerra" (l.22) e "da...

1 A história da penetração, do povoamento e da

ocupação econômica do vasto interior brasileiro está

intimamente vinculada à abertura e à expansão das rotas

4 terrestres e fluviais que varreram o território nos quatro

séculos da colonização. Desde a chegada dos portugueses até

as últimas décadas do século XIX, foi aberta uma infinidade

7 de caminhos terrestres e rotas fluviais de circulação, em um

esforço verdadeiramente titânico de apropriação, pelo

colonizador europeu, da massa territorial representada pelo

10 conjunto de terras da porção oriental da América do Sul,

onde está localizado o Brasil.

Não é novidade que, nesse processo, foram

13 dizimados ou escravizados os primeiros povos ocupantes

dessas terras.

Com a chegada dos africanos, os caminhos de

16 penetração passaram a ser também obra do escravo negro.

Incontáveis trilhas e estradas foram abertas e assentadas pela

mão-de-obra escrava; os poucos calçadões de pedra que

19 ainda hoje podem ser encontrados no interior brasileiro dão

uma pálida idéia do árduo esforço que representou a sua

construção pelo braço afro-brasileiro. A história dos

22 caminhos antigos brasileiros tem, assim, as cores da guerra

contra o indígena e da escravidão africana. Mas também do

comércio. Pelas vias antigas trafegou o que já foi

25 denominado “o navio das Minas Gerais”, que eram as tropas

de muares responsáveis pela intensa circulação mercantil no

interior da colônia.


Marcio Santos. As estradas reais no interior brasileiro. Internet: <www.almg.gov.br> (com adaptações).


Julgue os itens de 8 a 15, a respeito das idéias e das estruturas lingüísticas do texto acima.

A repetição da preposição de em "da guerra" (l.22) e "da escravidão" (l.23) mostra que esses dois termos complementam "as cores" (l.22).


C
Certo

E
Errado