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Texto 1
Olhar obras de arte em museus é suficiente para causar emoções
Se você é daquelas pessoas que, no museu, tenta ler todas as informações referentes aos quadros, que tal se deixar admirar pelo que você está vendo? Segundo um novo estudo da Universidade da Basileia, na Suíça, as informações sobre uma obra não afetam a experiência dos visitantes de um museu – as características estéticas são muito mais marcantes. “Os visitantes de museus não precisam necessariamente de informações para se sentirem satisfeitos depois de visitar uma exposição. A arte pode falar por si mesma”, diz o professor Jens Gaab.
A equipe, liderada pelos psicólogos Jens Gaab e Klaus Opwis, examinou de que maneira vários tipos de informações contextuais afetam a experiência dos visitantes de exposições.
Os resultados mostraram que o que influenciou mesmo na experiência dos visitantes foram propriedades das obras de arte em si. As reações físicas, inclusive a frequência cardíaca, diferiram significativamente dependendo da pintura. Segundo o estudo, a tela que produziu mais reações foi “Les masques intrigués”, de James Ensor, criada em 1930. “As obras de arte de Ensor geralmente parecem bizarras ou absurdas; esse modo de expressão específico pode ser o que levou os espectadores a fornecer avaliações mais extremas”, explica uma das autoras do estudo, Luisa Krauss.
Disponível em: https://revistagalileu.globo.com/Cultura/noticia/2020/01/olhar-obras-de-arte-em-museus-e-suficiente-para-causar-emocoes.html. Acesso em 24/jan/2020. [Adaptado]
Texto 2
Museu
Os museus devem os seus nomes aos antigos templos das musas, que os gregos em sua mitologia consideravam “filhas da memória”. Isso nos leva […] pensar […] criação dessas instituições – voltadas para a conservação de acervos históricos, culturais, científicos e artísticos, e para a organização de exposições públicas – como parte de um processo histórico de expansão da memória escrita e iconográfica. Os museus são formados, diz o historiador Jacques Le Goff (1924-2014), no bojo de um movimento de expansão da memória, com o qual contribuem […] enciclopédias, os dicionários, as bibliotecas e os arquivos. Desde a Idade Média, a aristocracia e a Igreja são as grandes responsáveis pela organização de coleções, que estão na origem dos museus. A partir da segunda metade do século XIV, formam-se novos grupos sociais definidos em função do monopólio de conhecimentos e capacidades específicos: os humanistas, os antiquários, os artistas e os cientistas. Com eles, surgem novos locais em que se formam coleções: as bibliotecas e gabinetes.
A história da criação de museus de arte no Brasil remonta […] fundação da Academia Imperial de Belas Artes (AIBA), no Rio de Janeiro, em 1826, responsável pela organização de exposições, conservação de patrimônio, criação de pinacotecas e coleções. As Exposições Gerais de Belas Artes, implantadas em 1840, no interior da AIBA – como mostras anuais periódicas, abertas a todos os interessados – evidenciam o papel da Academia como local público de exposições. Já na República, é criado o Museu Nacional de Belas Artes (MNBA), subordinado ao Ministério de Educação e Cultura, por meio de decreto datado de janeiro de 1937. O edifício, projetado por Adolfo Morales de los Rios Filho (1887-1973), é construído entre 1906 e 1908 para abrigar a Escola Nacional de Belas Artes (Enba). O Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM/SP), fundado em 1948 pelo empresário Ciccillo Matarazzo (1892-1977), é inaugurado em 1951 com a exposição “Do figurativismo ao abstracionismo”. Em 1948 é fundado no Rio de Janeiro o Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM/RJ), considerado de utilidade pública pelo governo federal em 1954.
Disponível em: http://enciclopedia.itaucultural.org.br/termo3807/museu. Acesso em 24/jan/2020. [Adaptado]
Considere os trechos a seguir retirados dos textos 1 e 2.
1. “Os visitantes de museus não precisam necessariamente de informações para se sentirem satisfeitos depois de visitar uma exposição. A arte pode falar por si mesma.” (texto 1, 1o parágrafo)
2. “As obras de arte de Ensor geralmente parecem bizarras ou absurdas; esse modo de expressão específico pode ser o que levou os espectadores a fornecer avaliações mais extremas.” (texto 1, 3o parágrafo)
3. “A história da criação de museus de arte no Brasil remonta […] fundação da Academia Imperial de Belas Artes (AIBA), no Rio de Janeiro, em 1826, responsável pela organização de exposições, conservação de patrimônio, criação de pinacotecas e coleções.” (texto 2, 2o parágrafo)
Identifique abaixo as afirmativas verdadeiras ( V ) e as falsas ( F ), considerando o trecho em seu contexto.
( ) Em 1, o primeiro período apresenta circunstâncias de finalidade e de tempo.
( ) Em 1, o segundo período funciona como uma explicação para o primeiro.
( ) Em 2, as informações são expressas de modo objetivo, factual e assertivo.
( ) Em 2, os termos bizarras ou absurdas e mais extremas funcionam como predicativo nos dois casos.
( ) Em 3, “de arte” funciona como adjunto adnominal e “de exposições”, como complemento nominal.
Assinale a alternativa que indica a sequência correta, de cima para baixo.
V • V • F • F • V
V • F • V • F • F
V • F • F • V • F
F • V • V • F • V
F • V • F • V • V