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Assinale a alternativa que apresenta uma relação de...

Considere o texto a seguir para responder às questões de números 01 a 05.


Fé, suor e coragem


O subsolo de São Paulo abriga uma parafernália vital. É onde circula o emaranhado de redes que torna possível a vida numa grande metrópole. Está tudo enterrado ali: o gás que consumimos para cozinhar, parte do sistema elétrico que ilumina as ruas e as redes de fibra ótica e de saneamento. São as veias de um organismo chamado cidade.

No subsolo paulistano, milhares de pessoas trabalham sem ver a luz do sol: elas cavam túneis, pilotam trens de metrô, fazem manutenção ou instalação das redes ou ainda ganham a vida em passagens subterrâneas. É o caso do mergulhador José Leonídio Santos, de 42 anos, que faz, com sua equipe, em média três mergulhos semanais nas águas do Tietê e do Pinheiros, para manutenção de redes e outros serviços. Leonídio comenta que já achou de tudo nesses rios, de pessoas mortas até dólares.

Mergulhar nas marginais é um acontecimento. Motoristas buzinam e parecem não acreditar que alguém se prepara para afundar no Tietê. A roupa de PVC e o capacete, que lembram um astronauta, servem também para afastar o cheiro do esgoto.

É assim que os profissionais encaram o mergulho cego que chega a 8m de profundidade no Tietê. Eles usam o tato, já que é impossível enxergar nas águas turvas. Os mergulhos mais profundos, no entanto, acontecem em ambientes ainda mais inóspitos.

O recorde da equipe foi a retirada de um tanque de 30m cheio de uma mistura usada na fundação de grandes obras. Eles, que não colocam o pé na água por menos de R$ 3.000,00 foram contratados para retirar essa peça que se soltou do braço de um trator, durante a construção de um hotel.

No mergulho de risco, tecnologia é fundamental. Tudo é acompanhado por um monitor, de onde se vê a localização do mergulhador. Erros são fatais e o medo, uma constante. “Se pensar, não mergulho”, diz Leonídio, que não vê peixes coloridos, mas adora o que faz. “Não é todo dia que, no coração de São Paulo, o silêncio impera, e só se ouvem as batidas do próprio coração ao se flutuar debaixo d´água.”


(Fernando Masini, Revista da Folha, 31.08.2008. Adaptado)

Assinale a alternativa que apresenta uma relação de condição e uma de oposição entre as idéias.


A

É onde circula o emaranhado de redes que torna possível a vida numa grande metrópole.


B

No subsolo paulistano, milhares de pessoas trabalham sem ver a luz do sol...


C

Eles usam o tato, já que é impossível enxergar nas águas turvas.


D

Tudo é acompanhado por um monitor, de onde se vê a localização do mergulhador.


E

“Se pensar, não mergulho”, diz Leonídio, que não vê peixes coloridos, mas adora o que faz.