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Assinale a alternativa que apresenta a correta reescrita do...

No Microscópio


Por Cláudia Laitano


01 Clássico instantâneo na categoria “não li e não gostei”, Que Bobagem!, de Natália Pasternak

02 e Carlos Orsi, é um livro corajoso e necessário. Bulindo em vários vespeiros ao mesmo tempo

03 (astrologia, homeopatia, acupuntura e psicanálise, entre outras teorias muito populares no

04 Brasil), tem o grande mérito de puxar conversa sobre ciência.

05 Ao contrário do que sugere o título chamativo, Que Bobagem! evita a lacração gratuita. Não

06 procedem, portanto, as críticas que atribuem aos autores um suposto tom sensacionalista ou

07 mesmo “histérico”. O livro também passa longe de uma abordagem ingênua do pensamento

08 científico. Não se trata de ignorar outras formas de construir conhecimento, mas de cobrar de

09 determinadas práticas que reclamam o status de ciência que apresentem evidências e estejam

10 abertas ___ revisão crítica de seus pressupostos.

11 O capítulo sobre psicanálise é o que tem causado mais polêmica – o que não chega a ser

12 uma surpresa, já que a própria ciência ainda sabe muito pouco sobre o funcionamento do cérebro

13 e a origem de diferentes tipos de sofrimento mental. A história fica mais complicada levando-se

14 em conta que nem todas as vertentes da teoria psicanalítica prometem cura ou reivindicam o

15 status de ciência. A reflexão sobre o nosso desejo e sobre as histórias que costumamos contar

16 sobre nós mesmos costuma ter um efeito difícil de medir ou articular – e essa discussão é quase

17 tão antiga quanto ___ psicanálise. Em maio, o New York Times publicou uma longa reportagem

18 (“Does Therapy Really Work?”) com um balanço das pesquisas mais recentes sobre terapias de

19 fala. O livro, assim como a reportagem, cita um estudo do pesquisador Bruce Wampold que

20 demonstra que a habilidade de escuta e acolhimento do profissional é mais importante para o

21 sucesso do tratamento do que a teoria que ele aplica.

22 Que Bobagem! é corajoso porque convida o leitor a sacudir as próprias convicções (o maior

23 inimigo da verdade não é a mentira, mas a convicção, dizia Nietzsche). É necessário porque

24 moramos no país da pílula do câncer e onde índices de vacinação caem devido ___ desinformação

25 da população, associações de médicos apoiam remédios fajutos por motivos ideológicos e a

26 devastação da natureza gra...a como se não houvesse amanhã. Em 2023, no planeta Terra,

27 entender como a ciência funciona, observar para que lado apontam os consensos científicos e

28 incorporar o princípio de que nenhuma ideia está acima do debate é questão de sobrevivência.

29 Ciência não é tudo, mas é muita coisa.


(Disponível em: gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/claudia-laitano/noticia/2023/08/no-microscopiocll08szt9000e015tl6v5su0m. html – texto adaptado especialmente para esta prova).

Assinale a alternativa que apresenta a correta reescrita do trecho a seguir na voz passiva:


  1. “A própria ciência ainda sabe muito pouco sobre o funcionamento do cérebro”.

A

Sabe-se muito pouco sobre o funcionamento do cérebro.


B

O funcionamento do cérebro é sabido pouco.


C

Sabe-se muito pouco sobre a própria ciência.


D

A própria ciência é sabida pouco sobre o funcionamento do cérebro.


E

A própria ciência sabe-se pouco sobre o funcionamento do cérebro.