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Para responder às questões 01 a 10, leia o texto abaixo.
O lado obscuro da Coreia do Sul, descrita como 'modelo' a ser seguido pelo Brasil
1 O desemprego é baixo, mas, entre os países
2 da OCDE, a Coreia do Sul tem uma das maiores taxas
3 de tensão no ambiente de trabalho: 51% dos
4 trabalhadores dizem que trabalham mais do que
5 deveriam.
6 Como resultado, mais de 30% dos sul
7 coreanos têm um emprego para o qual estão
8 superqualificados, de acordo com um relatório do
9 Banco Central da Coreia publicado em 2019, e se
10 mantêm nesta situação há pelo menos três anos.
11 Shin Hyun Bang, professor de Estudos
12 Urbanos da London School of Economics (LSE),
13 especializado em Ásia, explica que o país passou por
14 grandes mudanças nos últimos 20 anos que ainda não
15 foram assimiladas.
16 A frustração gerada por essa falta de equilíbrio
17 é sentida especialmente entre os jovens, como
18 destacou Shin: “Há mais empregos cuja demanda
19 cresce: aqueles com qualificações mais baixas, em
20 fábricas, etc. E é por isso que vemos a imigração de
21 trabalhadores estrangeiros na Coreia do Sul.”
22 “Mas acho que esses empregos não atendem
23 às expectativas da geração mais jovem, que possui
24 diploma universitário. Quem estudou na faculdade
25 espera obter determinadas posições”, pondera.
26 Dada a educação em excesso e as poucas
27 oportunidades de emprego para os profissionais, outro
28 problema bastante acentuado diz respeito à falta de
29 mobilidade social: em uma sociedade extremamente
30 estratificada, quem nasce em familia com posses e
31 recursos, já larga na frente.
32 Na pesquisa publicada pelo The Hankyorenh,
33 85% dos jovens concordaram com a seguinte
34 declaração: “Pessoas que nasceram pobres nunca
35 serão capazes de competir com pessoas que
36 nasceram ricas”.
37 “A Coreia do Sul tem uma taxa de crescimento
38 como a dos países desenvolvidos e isso significa que
39 não está tirando as pessoas da pobreza da maneira
40 que antes, então há um sentimento de que as pessoas
41 estão imobilizadas", diz Owen Miller, professor de
42 Estudos Coreanos na Escola de Estudos Orientais e
43 Africanos (SOAS) da Universidade de Londres.
44 “Se você estudar muito e ingressar em uma
45 boa universidade, conseguirá um emprego decente e
46 será um vencedor. Se não o fizer, ficará
47 completamente marginalizado e será um perdedor”.
48 “Por isso, a Coreia do Sul é o país com os
49 maiores gastos familiares em educação no mundo”,
50 acrescenta.
51 “Enquanto a maioria estuda em escolas
52 públicas, todos recebem educação fora do sistema
53 escolar, quase sem exceção. Se você é de uma família
54 pobre, pode dar-lhes algo, mas não será suficiente
55 para que estejam no mesmo nível que o filho de uma
56 família de classe média ou rica”, diz.
57 O esforço nos estudos não é mais visto como
58 chave para ascensão social: “As pessoas sentem que
59 isso não é mais possível, que a classe média e os ricos
60 monopolizaram boas universidades, boas escolas e
61 acesso a bons empregos”.
62 Os jovens com diploma universitário que
63 acabam subempregados também são um perfil cada
64 vez mais visto ao redor do planeta. Na Espanha, por
65 exemplo, representam 37,6%, segundo dados do
66 Eurostat, o órgão estatístico da União Europeia.
67 A América Latina também experimentou um
68 crescimento moderado nos últimos anos - o combate à
69 crescente desigualdade social foi uma das bandeiras
70 dos protestos que eclodiram no Chile no fim do ano
71 passado.
Fonte: O lado obscuro da Coreia do Sul, descrita como 'modelo' a ser seguido pelo Brasil - BBC News Brasil.
Assinale a alternativa INCORRETA quanto ao sexto parágrafo.
O a antes de educação é um artigo definido.
A palavra poucas é um adjetivo.
Se bastante aceitar a substituição por bem, é um advérbio e não poderá ir para plural.
O uso da crase está correto.
A palavra “excesso” é um pronome indefinido.