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No quinto parágrafo, o autor usa o trecho coloquial nem...

Para responder às questões de 01 a 10, leia o texto abaixo.

"Frankenstein, ou O Prometeu Moderno"

1 Em 1 º de janeiro de 1818, a pequena editora

2 londrina Lackington, Hughes, Harding, Mavor & Jones

3 publicou, em três volumes, um curioso romance

4 chamado "Frankenstein, ou O Prometeu Moderno",

5 sobre um estudante de Medicina que resolve brincar

6 de Deus e restituir vida a uma criatura de fabricação

7 própria, o que resulta numa série de horrores

8 inimagináveis. Ninguém sabia à época, já que a obra

9 foi publicada anonimamente, mas sua autora era uma

10 jovem de 20 anos chamada Mary Shelley.

11 No século 19, mulheres escritoras ainda estavam

12 associadas a romances água com açúcar. Por isso,

13 muitas autoras optavam por publicar histórias que

14 fugiam a este padrão anonimamente, ou com

15 pseudônimos masculinos, para evitar que fossem um

16 fracasso de vendas. O mesmo aconteceu com a

17 primeira edição de "O Morro dos Ventos Uivantes",

18 que Emily Brontê foi obrigada a assinar como homem,

19 "Ellis Bell".

20 A história de como nasceu "Frankenstein", numa

21 inocente brincadeira no verão de 1816, envolvendo a

22 criação de contos de terror entre quatro jovens

23 escritores ou simpatizantes da literatura (Mary, seu

24 futuro marido Percy Shelley, o poeta maldito Lord

25 Byron e seu médico, John Polidori), já foi fartamente

26 recontada e dispensa maiores recapitulações. Para

27 quem não conhece, existem nada menos de três filmes

28 sobre o episódio: "Gothic" (1986), de Ken Russell;

29 "Primeiro Verão de Amor/ Haunted Summer", de Ivan

30 Passer, e "A Verdadeira História de Frankenstein /

31 Remando ai Viente" (ambos de 1988), dirigido por

32 Gonzalo Suárez, onde a autora foi interpretada,

33 respectivamente, por Natasha Richardson, Alice Krige

34 e Lizzy Mclnnerny.

35 Fato é que ninguém podia esperar que uma

36 novata como Mary fosse superar autores experientes

37 como Lord Byron e Percy Shelley (que, a bem da

38 verdade, nada escreveram naquele lendário

39 encontro), e que "Frankenstein" se tornaria um dos

40 grandes clássicos da literatura de horror.

41 Nem o livro foi a primeira história de ficção

42 científica já escrita, nem Mary Shelley foi a primeira

43 escritora de horror, como atestam alguns textos que a

44 gente lê por aí, mas tanto "Frankenstein" quanto Mary

45 Shelley têm méritos inquestionáveis e não precisam

46 cobrar qualquer pioneirismo para tal.

47 Para comprovar, logo começaram a aparecer

48 bem-sucedidas versões para o teatro, onde o drama

49 era encenado usando-se as mais diversas liberdades

50 poéticas. Uma das mais famosas adaptações foi "Pre

51 sumption!; or the Fate of Frankenstein", escrita pelo

52 dramaturgo inglês Richard Brinsley Peake e encenada

53 entre 1823 e 1827. Consta que a própria Mary Shelley

54 viu a peça e aprovou as mudanças - entre elas, a cria-

55 ção de um assistente corcunda para o Dr. Frankens-

56 tein, chamado Fritz, que "espiava" e descrevia o pro-

57 cesso de criação do monstro para a plateia - como se-

58 ria muito difícil encenar o momento com os recursos da

59 época, ele acontecia "fora do palco". Também foi

60 Peake o autor de uma das falas mais famosas relacio-

61 nadas à história, o "lt lives!" exclamado pelo Dr. Fran-

62 kenstein e nunca mencionado no livro (e que no cinema

63 virou o famosíssimo "lt's alive!"). Durante anos, a peça

64 foi uma referência para todas as futuras adaptações de

65 "Frankenstein", e não a obra original de Mary Shelley.

66 O sucesso nos palcos fez com que "Frankenstein"

67 fosse republicado primeiro em 1823 - desta vez com a

68 autoria de Mary Shelley creditada na capa -, e depois

69 em 1831, numa versão revisada e radicalmente

70 alterada por ela, que é o livro que todos conhecemos e

71 que vem sendo republicado até hoje.

Autor: Felipe Guerra (texto adaptado).

No quinto parágrafo, o autor usa o trecho coloquial nem Mary Shelley foi a primeira escritora de horror, como atestam alguns textos que a gente lê por aí (/.42-44) para dar um tom de conversa informal ao texto. Como esse trecho poderia ser reescrito na forma culta?


A

Nem Mary Shelley foi a primeira escritora de horror, como atestam alguns textos que se lê por aí.


B

Nem Mary Shelley foi a primeira escritora de horror, como atestam alguns textos que se lia por aí.


C

Nem Mary Shelley foi a primeira escritora de horror, como atestam alguns textos que líamos por aí.


D

Nem Mary Shelley foi a primeira escritora de horror, como atestam alguns textos que lemos por aí.


E

As alternativas A e D estão corretas.