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Todas as questões desta prova baseiam-se no texto a seguir. Leia-o com atenção, depois responda às questões.
Guardiões digitais das florestas
Com drones e celulares, juventude indígena renova luta ambiental histórica
A nossa geração é herdeira de uma luta milenar iniciada com nossos antepassados. Ouvimos histórias dos mais velhos sobre como era a realidade dos povos nos seus tempos, escutamos relatos de guerras, acordos, massacres, violências e violações.
Como eles lutaram no passado? Quais eram suas ferramentas? Não existia diálogo. Não nos sobrava alternativa senão enfrentarmos com nossos arcos e flechas a invasão das nossas terras e o genocídio dos nossos no passado. Anos mais tarde, a luta se tornaria diferente, com novas armas: papéis e canetas.
Fator importante para, em 1987, iniciar uma nova batalha: sermos ouvidos na Assembleia Constituinte e conquistarmos o direito à demarcação e ao usufruto dos territórios. Uma batalha que perdura até hoje.
A guerra continuou, mas seguimos mudando a nossa forma de lutar. Tecnologia, celulares, câmeras e computadores são nossas armas da contemporaneidade, que nos ajudam na defesa do território enquanto guardiões. Drones sobrevoam e procuram focos de desmatamento e invasões nas terras indígenas; câmeras fotografam e gravam as denúncias e os desejos dos anciões; celulares mostram a beleza e a riqueza cultural dos nossos povos enquanto desconstroem vários estereótipos. Notícias que transpassam o chão das aldeias e que atravessam os oceanos são a nova forma de lutar da juventude indígena. Orientados pelos líderes indígenas e com a bênção dos anciões, nos tornamos guerreiros digitais na defesa dos biomas.
É neste espaço que a tecnologia chega como esperança, conectando o planeta para um chamado para a ação.
(Disponível em https://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2022 /
A linguagem pode ser manifestada em função de objetivos específicos. Para isso, são utilizados recursos que criam efeitos de sentido. Um desses recursos são as figuras de linguagem. No trecho, “com a bênção dos anciões, nos tornamos guerreiros digitais na defesa dos biomas”, o uso da palavra em destaque é exemplo de
metáfora, pois “guerreiros” foi empregado num contexto que não lhe é próprio, para ratificar a ideia de luta árdua enfrentada pelos povos.
comparação, pois “guerreiros” é um elemento diferente de jovens indígenas, mas aqui significam a mesma coisa.
metonímia, pois utiliza-se esse vocábulo no lugar de ambientalistas para dar maior dramaticidade ao texto.
sinestesia, pois ao empregar-se essa palavra, promove-se associação de sensações sentidas pela mente e pelo corpo.
catacrese, pois usa-se essa palavra por não se ter um vocábulo específico para designar jovens indígenas nesse contexto.