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TEXTO II
A VERDADE DO REINO
Era uma vez um rei que saiu para conhecer seu reino. Por onde ele passava, havia cenários encobrindo a paisagem. [...]
Mas por trás dos cenários estava cheio de gente, que morava por ali mesmo. E tinha uma porção de meninos que estavam jogando bola bem por detrás dos cartazes. E, bola vai, bola vem, de repente, uma bola foi bater de mau jeito bem no meio de um dos cenários. Parece que o cenário não estava muito firme porque ele balançou, balançou e acabou caindo por cima de outro, até que os cenários todos vieram abaixo. [...]
E as pessoas que estavam fantasiadas, fingindo que eram o povo do lugar, só pra enganar o rei só pra ganhar um dinheirinho, trataram de ir dando o fora. Fosse o rei pensar que eles é que tinham inventado a palhaçada!
Aí, os ministros ainda quiseram salvar os cenários que iam caindo e chamaram o povo que estava lá atrás, para ajudar a botar os cenários no lugar. Sei lá, acho que eles pensaram que ainda dava pra tapear o rei...
Mas o povo não tinha nada com isso e até estava achando muito divertido ver aqueles cenários todos se despencando, e até chamavam quem estava dentro de casa, pra ver os ministros atarantados, correndo de um lado pro outro, feito baratas tontas.
E o rei? Ah, o rei, quando viu a correria dos ministros pra levar os cartazes e esconder o que estava lá atrás, percebeu, num instante, o que tinha acontecido. E ficou imaginando o que os ministros tinham escondido dele.
(ROCHA,RUTH.O Rei que não sabia de nada. Editora Cultura – 1ª ed., São Paulo, 1980, pp.18/22. Texto adaptado.)
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aque-les.
mu-i-to.
des-pen-can-do.
tin-ham.