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A mudança linguística é fruto da interação permanente e intensa de fatores socioculturais e sociocognitivos, dentre os quais, destacamos a economia linguística. Em sua obra Gramática Pedagógica do Português Brasileiro (2012, p. 147), Marcos Bagno define economia linguística como “um termo que recobre uma variada gama de processos que se caracterizam por representar mecanismos de mudança que tentam reagir positivamente a dois impulsos: (a) poupar a memória, o processamento mental e a realização física da língua, eliminando os aspectos redundantes e as articulações mais exigentes; (b) preencher lacunas na gramática da língua, de modo a torná-la mais eficiente como instrumento de interação socio comunicativa”.
São muitos os processos conhecidos de economia linguística no plano articulatório.
Das opções abaixo, o único item que NÃO representa e explica corretamente um desses processos de economia linguística é:
Epêntese: inserção de um segmento sonoro no interior de uma palavra, de modo a facilitar a articulação.
Assimilação: atração de determinado som sobre outro de modo a torná-lo semelhante ao primeiro.
Gramaticalização: é o oposto da assimilação e resulta na distinção de dois sons muito próximos.
Síncope: eliminação de um segmento fônico no interior de uma palavra.
Crase: fusão de duas vogais semelhantes em uma só.


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