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Texto para as questões de 1 a 10.
QUANDO O CORPO FALA
1 Nunca tinha escutado o nome de Louise L. Hay, que, pelo que eu soube, é uma psicóloga americana com vários livros
publicados e traduzidos para diversos idiomas, inclusive para o português.
Ela diz que todas as doenças que temos são criadas por nós. Pô, Louise. Como assim, “criadas”? Fosse simples desse
jeito, bastaria a força da mente para evitar que o vírus da gripe infectasse o ser humano.
5 Porém, se não levarmos tudo o que ela diz ao pé da letra, se abstrairmos certos exageros, vamos chegar a um senso
comum: nós realmente facilitamos certas invasões ao nosso corpo. É o que se chama somatizar, ou seja, é quando uma dor
psíquica pode se manifestar fisicamente. Muitas vezes acontece, sim.
Por que não tentar?
Louise L. Hay acredita tanto, mas tanto nisso, que chegou a fazer uma lista de doenças e suas prováveis causas.
10 Exemplo: apendicite vem do medo. Asma, de choro contido. Câncer, de mágoas mantidas por muito tempo. Derrame, da
rejeição à vida. Dor de cabeça vem da autocrítica. Gastrite, de incertezas profundas. Hemorroidas vem do medo de prazos
determinados e raiva do passado. A insônia vem da culpa. Os nódulos, do ego ferido. Sinusite é irritação com pessoa próxima.
Eu sei e os leitores também sabem que não é bem assim, que isso é uma generalização e que há vários outros
fatores em jogo, mas não custa prestarmos atenção na interferência que nossos sentimentos têm sobre nosso corpo, assim
15 poderemos ajudar no tratamento sendo menos tensos e angustiados.
Para quem é 100% cético, tudo isso é balela. Já fui desse modo. Tempos atrás, não daria a mínima para as afirmações
de Louise L. Hay. Hoje me considero 70% cética e ainda pretendo reduzir este índice, pois reconheço que os meus parcos
30% de crença no que não é cientificamente provado é que me salvam de uma úlcera.
Martha Medeiros, Doidas e Santas.
Partindo da definição de que orações subordinadas são aquelas que dependem de outras orações no período e que não têm sentido completo isoladas, aponte a alternativa em que há uma oração subordinada destacada cuja classificação se encontra correta entre parênteses.
“...mas não custa prestarmos atenção na interferência que nossos sentimentos têm sobre nosso corpo.” (linha 14) [subordinada substantiva completiva nominal].
“...os leitores também sabem que não é bem assim” (linha 13) [subordinada substantiva subjetiva].
“...pois reconheço que os meus parcos 30% de crença.” (linhas 17 e 18) [subordinada substantiva objetiva direta].
“Ela diz que todas as doenças que temos são criadas por nós.” (linha 3) [subordinada substantiva predicativa].