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Texto para as questões de 1 a 10.
Futuro da Mente: Inteligência Artificial (IA)
1 Penso na natureza fundamental da mente e na natureza do “eu”. Ultimamente, tenho refletido sobre essas questões
tendo em vista tecnologias emergentes. Tenho pensado sobre o futuro da mente e, mais especificamente, sobre como a
tecnologia de inteligência artificial (IA) pode remodelar a mente humana e criar mentes sintéticas. À medida que a IA fica mais
sofisticada, uma coisa que me interessa bastante é saber se os seres que talvez consigamos criar poderão ter experiências
5 conscientes.
A experiência consciente é o aspecto sensorial de sua vida mental. Quando você vê os exuberantes tons de um pôr do
sol ou sente o aroma de café pela manhã, você está tendo uma experiência consciente. Ela lhe é bastante familiar. Inclusive,
não há um momento de sua vida em que você não seja um ser consciente.
O que quero saber é, se tivermos uma inteligência artificial geral — capaz de conectar ideias de maneira flexível através
10 de diferentes domínios e de talvez ter algo similar a uma experiência sensorial —, seria ela consciente ou tudo estaria sendo
computado no escuro — envolvendo coisas como tarefas de reconhecimento visual de uma perspectiva computacional e
pensamentos sofisticados, mas sem ser verdadeiramente conscientes?
Ao contrário de muitos filósofos, especialmente aqueles na mídia e transumanistas, costumo ter uma abordagem de
“esperar para ver” em relação à consciência das máquinas. Primeiro porque rejeito a linha totalmente cética. Existiram filósofos
15 muito conhecidos no passado que não acreditavam na possibilidade de consciência das máquinas — notoriamente John
Searle —, mas creio que seja cedo demais para falar. Haverá muitas variáveis que determinarão se máquinas conscientes
existirão.
Em segundo lugar, temos de nos perguntar se a criação de máquinas conscientes é ao menos compatível com as leis
da natureza. Não sabemos se a consciência pode ser implementada em outros substratos. Não sabemos qual será o microchip
20 mais rápido, portanto não sabemos de que material uma inteligência artificial geral será feita. Então, até este momento, é muito
difícil dizer que algo altamente inteligente será consciente.
Seria provavelmente mais seguro agora colocar uma barreira conceitual entre a ideia de inteligência sofisticada, de um
lado, e a consciência, de outro. O que devemos fazer é manter a mente aberta e suspeitar que, talvez, com tudo que sabemos
no momento, a mais sofisticada das inteligências não será consciente. Há muitas questões, e não apenas as que envolvem
25 substratos, que determinarão se máquinas conscientes serão possíveis. (...)
Disponível em: https://fernandonogueiracosta.wordpress.com/2019/07/28/futuro-da-mente-inteligencia-artificial-ia/ Acesso em 06 jun. 2023. (Adaptado)
Assinale a única das alternativas abaixo que faz uma paráfrase adequada e mantém o mesmo sentido do trecho abaixo, retirado do texto.
“Seria provavelmente mais seguro agora colocar uma barreira conceitual entre a ideia de inteligência sofisticada, de um lado, e a consciência, de outro.” (linhas 22 e 23)
Neste momento, talvez fosse mais seguro separar os conceitos de inteligência sofisticada e de consciência.
Provavelmente seria mais seguro, neste momento, colocar uma barreira entre a consciência sofisticada e a inteligência artificial.
O conceito de consciência deveria ser colocado de lado, e desenvolvido o conceito de inteligência sofisticada, que seria provavelmente mais seguro para este momento.
No momento atual, possivelmente seria mais seguro impedir o desenvolvimento da consciência artificial e focar apenas no desenvolvimento da sofisticação da inteligência artificial.