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Considere o poema abaixo:
ÚLTIMO POEMA
Sangro centelhas líquidas e dementes
Deságuo em uma mulher exposta ao seu holocausto
Absorvo-a em doses duplas de pecado
Sirvo-me no seu cálice rubro de recato.
Bebo-a em sacrifício silente
Mordo enseadas úmidas de metáforas
Extasio-me na tinta verde dos seus olhos tintos
Liquefaço-me em ritmos que a deliciam.
Gota a gota embebo-a em venenos
Retiro dela o mais puro antídoto
Que evapora nas dobras de um poema
Enquanto escrevo nela o dilema da minha poesia.
(RAMOS, 2007, p. 3).
No trecho apresentado do poema acima encontra-se uma construção poética em que se predomina a figura de linguagem denominada de:
Antítese.
Metonímia.
Eufemismo.
Hipérbole.
Sinestesia.