Imagem de fundo

O período “Ela cria, enfeitiça, embriaga, gera monstros...

TEXTO 1


Apresentação — Contos Indígenas Brasileiros


Daniel Munduruku


As sociedades indígenas são movidas pela poesia dos mitos — palavras que encantam e dão direção, provocam e ecoam os acontecimentos dos primeiros tempos, quando, somente ela, a Palavra, existia.

E foi por causa dela, de sua ação sobre o que não existia, que tudo passou a existir. Foi como um encantamento, um vento que passa ou o sopro sonoro de uma flauta, e... pronto... tudo se fez.

Assim é a Palavra, que flui em todas as direções e sentidos e que influenciou e influencia todas as sociedades ao longo de sua história. Ela cria, enfeitiça, embriaga, gera monstros, faz heróis, remete-nos para nossa própria memória ancestral e dá sentido ao nosso estar no mundo.

Mesmo vivendo numa época em que a tecnologia impera e coloca a Palavra — aqui como sinônimo de Verdade — em segundo plano, percebemos que há esperança, pois ela vivifica a poesia dos mistérios que nos emocionam e nos fazem buscar, dentro de nós mesmos, a certeza de que vale a pena colorir o mundo. (...)

(Adaptado de MUNDURUKU, Daniel. Contos indígenas brasileiros. 2. ed. São Paulo, Global, 2005)

O período “Ela cria, enfeitiça, embriaga, gera monstros, faz heróis, remete-nos para nossa própria memória ancestral e dá sentido ao nosso estar no mundo.” é principalmente estruturado por:


A

orações subordinadas adjetivas, que caracterizam a Palavra


B

orações coordenadas que apresentam as funções da Palavra


C

orações subordinadas substantivas, que nomeiam as funções da Palavra


D

orações subordinadas adverbiais, que apresentam causa e consequência dos usos da Palavra