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Leia o texto, para responder às questões de números 01 a 04.
Quinta-feira de manhã fiz como Noé, abri a janela da arca e soltei um corvo. Mas o corvo não tornou, de onde inferi que as cataratas do céu e as fontes do abismo continuavam escancaradas. Então disse comigo: As águas hão de acabar algum dia. Tempo virá em que este dilúvio termine de uma vez para sempre, e a gente possa descer e palmear a Rua do Ouvidor e outros becos. Sim, nem sempre há de chover. Veremos ainda o céu azul como a alma da gente nova. O sol, deitando fora a carapuça, espalhará outra vez os grandes cabelos louros. Brotarão as ervas. As flores deitarão aromas capitosos.
Enquanto pensava, ia fechando a janela da arca e tornei depois aos animais que trouxera comigo, à imitação de Noé. Todos eles aguardavam notícias do fim. Quando souberam que não havia notícia nem fim, ficaram desconsolados.
(Machado de Assis, Crônica 138. A Semana. Obra Completa)
A alternativa que dá sequência a uma passagem do texto, de acordo com a norma-padrão de regência e de emprego do pronome relativo, é:
Veremos ainda o céu azul, onde iremos em sonho.
... ia fechando a janela da arca, que eu gosto muito como moradia.
Brotarão as ervas, cujas faremos infusões curativas.
... abri a janela e soltei um corvo, em cuja companhia vivo.
Todos eles aguardavam notícias do fim, das quais eles queriam ouvir de mim.