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Presente no título e no primeiro parágrafo do texto, a...

Texto 2 - ERA UMA VEZ... HOSPITAL TAMBÉM É LUGAR DE SAÚDE E MAGIA!

(Relato de experiências - Miguel Angelo Maia - 28/01/2016

Era uma vez...

Um grupo de alunos da UFRJ com seus jalecos coloridos e suas sacolas repletas de livros infantis que, diariamente, invade as enfermarias e ambulatórios do Instituto de Puericultura e Pediatria Martagão Gesteira (IPPMG/UFRJ), levando o mundo encantado dos contos de fadas infantis para crianças, adolescentes e seus familiares.

Bruxas, fadas, dragões, marcianos, príncipes e princesas saltam das páginas encantadas, dando vozes aos Contadores de histórias, fazendo da rotina hospitalar, um lugar aparentemente de doença e sofrimento, um acontecimento de magia, alegria e entretenimento, dando asas para que a saúde (que sempre insiste num corpo que sofre) ganhe potência e demonstre a sua força de cura ou de superação dos obstáculos.

O IPPMG/UFRJ presta atendimento hospitalar e ambulatorial a crianças com doenças crônico-complexas, necessitando muitas vezes de internações prolongadas e constantes idas e vindas ao hospital que, sendo assim, se torna uma realidade presente na vida de muitas crianças, que têm sua rotina vivencial atravessada pelo ambiente e procedimentos hospitalares.

Pensando nisto, o Núcleo de Humanização acolheu com entusiasmo o Projeto Aluno Contadores de Histórias que, com o espírito com que começa essa narativa, surgiu em 2009 e ganhou independência e estatuto de Projeto de Extensão Universitária da UFRJ, aprovado pelo Conselho de Coordenação do Centro de Ciências da Saúde (CCS/UFRJ).

O projeto oferece aos alunos a oportunidade de desenvolver uma ação solidária, a contação de histórias, para crianças/familiares que se encontram em situação adversa, acreditando que esta vivência ofereça uma experiência rica em trocas entre pacientes/acompanhantes e equipe de saúde. Essa prática amplia a percepção da realidade social na qual se insere o aluno universitário, ofertando também aos usuários do hospital uma atividade não relacionada à doença, mas uma potencialização da saúde frente aos obstáculos que enfrenta, além de um incentivo ao hábito da leitura.

Apostamos, apoiadores da humanização, contadores e Núcleo, que as atividades lúdicas geram prazer e divertimento, e resgatam ao lado saudável, facilitando o processo de elaboração da doença, além de melhorar o vínculo com os profissionais, podendo propiciar melhor adesão ao tratamento.

Na vertente do corpo discente universitário, apostamos que um trabalho de responsabilidade social durante a juventude pode ser atendido como um espaço de aprendizado e transformação, potencializando a atitude cidadã. Ofertar a estes jovens a oportunidade de participar de ações solidárias significa envolvê-los ativamente em seu próprio processo de formação para a vida, uma vez que ativa o contato com realidades diferentes daquelas que vivenciam, abrindo oportunidade para enriquecer e construir novas leituras do mundo que os cerca.

(Adaptado de https://redehumanizasus.net/93825-era-uma-vez-hospital-tambem-e-lugar-de-saude-e-magia/

Acesso em 19 jun 2023).

Presente no título e no primeiro parágrafo do texto, a expressão "Era uma vez..." é um recurso estilístico:


A

inadequado ao relato de experiencia por seu caráter ficcional


B

lúdico, pois promove a intertextualidade com contos de fadas


C

incoerente, pois não dialoga com a temática do relato de experiência


D

restritivo, pois torna o texto menos acessível ao público não universitário