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Leia o texto abaixo e, em seguida, responda:
Lição de Antonieta: nunca se dê por contente
Numa época em que a sociedade machista era completamente dominada por homens brancos, vivia em Florianópolis uma verdadeira revolucionária: Antonieta de Barros. A Constituição de 1934 institui o voto feminino, possibilitando também que mulheres concorram a cargos eletivos. Antonieta torna-se a primeira mulher a eleger-se deputada no Estado e a primeira deputada negra do Brasil.
Nascida na capital catarinense em 1901, Antonieta poderia ter tido o mesmo destino das filhas de famílias pobres: lavadeira ou doméstica. Convicta de que o ensino fundamental era a porta de libertação dos desassistidos, formou-se normalista em 1921. Aos 22 anos, criou o Curso Particular Antonieta de Barros, que dirigiu até o fim da vida. Lecionou e dirigiu alguns estabelecimentos tradicionais de Florianópolis. Não se limitava a ensinar, era também educadora.
“Um povo não é grande só por seu espírito trabalhador, mas também, principalmente, pela sua cultura. Daí a necessidade de se chegar às massas, a possibilidade de ir além da alfabetização, que é muito, mas não é tudo”.
Em 1935, eleita deputada estadual pelo Partido Liberal Catarinense, criticava a lei que pretendia combater o racismo. Achava que “não era com leis que a classe média mudaria a situação dos negros, isso se daria se a estes fosse facultada a educação plena”. O deputado Oswaldo Cabral quis atingi-la, dizendo que havia “intriga barata de senzala” na Assembleia. Ela respondeu que tinha muito orgulho de ser negra, como a mãe dela.
Reelegeu-se em 1947, pelo Partido Social Democrático, que rivalizava na política estadual com a União Democrática Nacional. Quando a UDN subiu ao poder, Antonieta desiludiu-se e abandonou a política partidária. Morreria logo depois, em 1952.
Escritora e jornalista, em 1926 funda A Semana. Dirige a revista Vida Ilhoa (1930) e, sob o pseudônimo de Maria da Ilha, colabora com os jornais A República e O Estado. Em 1937 publica o livro de crônicas Farrapos de Ideias.
Antonieta de Barros foi uma vencedora. Representou as mulheres, os negros e os educadores com força de vontade, espírito de luta e dedicação às causas nobres. Escreveu: “Descobrir-se a si mesmo é realizar-se, é ascender, é procurar, na incontentabilidade, a força viabilizadora da ascensão”.
Brasil: almanaque de cultura popular: todo dia é dia / [organização] Elifas Andreato, João Rocha. – São Paulo: Ediouro, 2009.
As próximas questões 07 e 08 tomarão por base a passagem abaixo. Leia-a e, em seguida, responda ao que se pede:
“Achava que “não era com leis que a classe média mudaria a situação dos negros, isso se daria se a estes fosse facultada a educação plena”.”
De acordo com regras vigentes no sistema ortográfico da língua portuguesa, a palavra classe contém:
encontro consonantal e dígrafo
encontro consonantal e ditongo
hiato e encontro consonantal
ditongo e hiato
dígrafo e hiato