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Leia o poema para responder às questões de números 11 a 13.
Para comer depois
Na minha cidade, nos domingos de tarde,
as pessoas se põem na sombra com faca e laranjas.
Tomam a fresca e riem do rapaz de bicicleta,
a campainha desatada, o aro enfeitado de laranjas:
Daqui a muito progresso tecno-ilógico,
quando for impossível detectar o domingo
pelo sumo das laranjas no ar e bicicletas,
em meu país de memória e sentimento,
basta fechar os olhos: é domingo,
é domingo, é domingo.
(Adélia Prado. Bagagem. Rio de Janeiro: Record, 1976.)
Em “as pessoas se põem na sombra com faca e laranjas” (2º verso), o termo se, destacado, exerce a mesma função com a qual foi empregado em
Eles não deveriam ter ido viajar se não tinham dinheiro.
A mãe arrumou-se para ir à festa com seus filhos.
Sabe-se que as pessoas costumam gostar de suas cidades de origem.
Naquela cidade não se vendiam casas com tanta facilidade.
Não se sabe quando eles embarcariam para a cidade grande.