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No trecho “É Clarice Lispector, num retrato assinado por De...

Ano: 2023
Prova: IMPARH - Prefeitura de Fortaleza - Secretário Escolar - 2023

Que mistério tem Clarice?


  1. Olhos oblíquos, sugerindo distância. Rosto anguloso, maçãs salientes: um belo rosto eslavo. É Clarice Lispector,
  2. num retrato assinado por De Chirico. Não há fragilidade em seu rosto: há força, profundidade. Uma certa
  3. arrogância de quem domina, mas também serenidade e solidez. Um rosto altivo.
  4. ‒ Sou uma mulher simples. Não tenho sofisticação. Parece que me mitificaram. Eu não quero ser
  5. particular.
  6. No entanto, poucas pessoas foram tão particulares quanto ela. “Era uma mulher de grande
  7. liberdade. Uma mulher que viveu uma grande solidão. A solidão era a sua maneira de ser livre”, diz Olga
  8. Borelli, sua grande amiga. “Clarice tinha algumas coisas diferentes, que ela provocava, porque não aguentava a
  9. rotina. Acordava às três ou quatro horas da manhã, porque dormia cedo. Ia para cozinha, tomava café. Ia para
  10. sala, ficava fumando, pensando, com Ulisses, seu cachorrinho. Ouvia também a Rádio Relógio - uma emissora
  11. que só dá notícias e o tempo. A maior parte do tempo ela ficava quieta, pensando fumando. Ela se
  12. desvencilhava dos fatos o mais depressa que podia:
  13. ‒ Procuro viver rapidamente os fatos, porque a meditação profunda me espera!”


CAMPEDELLI, S. Y.; ABDALA JR., B. Literatura comentada – Clarice Lispector. 2. ed. São Paulo: Nova Cultural, 1988, p. 14.

No trecho “É Clarice Lispector, num retrato assinado por De Chirico” (l. 01 e 02), em conformidade com o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa – AOLP 1990, empregaram-se as iniciais maiúsculas das palavras destacadas, porque elas são usadas:


A

“nos nomes de seres antropomorfizados ou mitológicos: Adamastor; Neptuno/Netuno”.


B

“nos antropónimos/antropônimos, reais ou fictícios: Pedro Marques; Branca de Neve, D. Quixote”.


C

“nos nomes que designam instituições: Instituto de Pensões e Aposentadorias da Previdência Social”.


D

“nos topónimos/topônimos, reais ou fictícios: Lisboa, Luanda, Maputo, Rio de Janeiro; Atlântida, Hespéria”.