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O Colégio Santa Cruz, no Alto de Pinheiros, também dedica...

Leia atentamente o texto a seguir para responder às questões de 1 a 10.


Escolas particulares de SP incluem alunos negros e ampliam educação antirracista


Escolas particulares ainda são espaços em que a

maioria dos estudantes são brancos de classe média e alta.

Para mudar o cenário, colégios paulistanos desenvolvem

projetos para aumentar a diversidade racial e promover a

5 educação antirracista.

"Preciso de repertório para exercer a profissão que

escolher. Pessoas brancas já podem ter dificuldade para

conseguir um bom emprego. Para mim, que sou preta e

periférica, é ainda mais difícil", diz Beatriz do Carmo, 16,

10 aluna bolsista na Escola da Vila.

Uma das principais ações realizadas nas escolas é a

criação de cotas ou bolsas de estudo.

A Escola da Vila, no Butantã, criou o projeto Ampliar,

voltado ao ensino médio, em 2019. Com 19 alunos

15 participantes, a iniciativa custeia mensalidade, transporte,

materiais, uniformes e saídas pedagógicas.

Em 2022, a instituição passou a oferecer bolsas parciais

para crianças negras na educação infantil e, hoje, oito

estudantes recebem subsídios que variam de 70% a 90%.

20 O Colégio Santa Cruz, no Alto de Pinheiros, também

dedica ações afirmativas a essa etapa. O programa Santa

Plural, criado no ano passado, reserva vagas para alunos

negros pagantes e oferece bolsas parciais e integrais aos que

preenchem critérios sociais.

25 São 26 beneficiados, entre cotistas e bolsistas. Outras

26 vagas foram abertas para 2024, em edital encerrado no

início do mês. "A ideia é que a cada ano a gente receba mais

crianças e mude o cenário no ponto de vista racial", diz a

diretora Beatriz Gouveia.

30 Desde 2021, o Colégio Vera Cruz arca com duas bolsas

por turma ingressante na educação infantil e abre mais vagas

conforme recebe doações para o programa – hoje, há 44

bolsistas matriculados.

Em parceria com movimentos de moradia do centro de

35 São Paulo, o Colégio Equipe, em Higienópolis, oferece bolsas

de estudos desde 2022 no ensino fundamental (primeiro e

sexto ano) e médio (primeira série) para jovens negros que

vivem em ocupações.

Luiz Henrique Cunha, 16, mora na Ocupação Mauá e é

40 um dos 16 alunos contemplados. Para ele, o projeto é uma

forma de criar oportunidades.

"Quando isso acontece em uma escola particular,

conseguimos mostrar diferentes pontos de vista da

sociedade. É uma forma de combater o preconceito."

45 "Nossa entrada muda a perspectiva, porque tem gente

que não convive com pessoas pretas no dia a dia", afirma

Beatriz, da Escola da Vila.

Flávia Garcia, 41, mãe de duas meninas que estudam

no Colégio Santa Cruz, relata ter sido, muitas vezes, a única

50 criança negra na sala, diferentemente das filhas.

"Ainda temos exclusão e racismo porque as crianças

não convivem, e não tem como criar relações de afeto e

amizade sem convivência", diz.

Para Garcia, outros pontos positivos na educação das

55 filhas em relação à sua são a presença de professores negros

e o currículo que valoriza a diversidade.

As quatro escolas disseram buscar contratar mais

profissionais negros. No Vera Cruz, 25% dos professores são

negros, diz a diretora pedagógica Regina Scarpa, que destaca

60 a importância de letramento racial para toda a equipe.

"A branquitude tem que se responsabilizar na

superação do racismo estrutural. Não se trata apenas de dar

bolsa, mas de ampliar as possibilidades de relação inter-racial

e construir modelos em que as pessoas negras sejam vistas

65 na sua potência e na sua dignidade."

As instituições também dão mais espaço às culturas

afro-brasileiras nos currículos.

O Santa Cruz incluiu estudos sobre cultura e artistas

negros, como o rapper Emicida. O critério é o mesmo para o

70 acervo de livros e brinquedos da escola, e para convidar

especialistas para diálogos.

A Escola da Vila dispõe de consultoria para ajudar nas

mudanças e criou um plano de ação antirracista, diz Pablo

Damaceno, diretor da Vila das Juventudes.

75 Os alunos estudam a biografia de personalidades

negras e as mitologias africanas e indígenas, e produzem

trabalhos sobre literatura negra. A escola busca ampliar a

presença de palestrantes negros, como a cientista Sônia

Guimarães, primeira mulher negra doutora em física no

80 Brasil.

Para Cleude de Jesus, integrante do conselho

consultivo da Liga Interescolas por Equidade Racial, esses

ainda são passos iniciais.

"Promover a educação antirracista pressupõe estar

85 disposto a mexer na estrutura, pensar em como as pessoas

negras são representadas e em como é a divisão de poder

nesses espaços", diz.

Segundo a Liga, oito escolas paulistanas fazem um

autodiagnóstico das relações raciais em parceria com a

90 instituição Ação Educativa, mas há mais etapas para

implementar e executar um plano de ação antirracista

efetivo.

(Isac Godinho.

https://www1.folha.uol.com.br/educacao/2023/09/escolas-particulares-de-

sp-incluem-alunos-negros-e-ampliam-educacao-antirracista.shtml. set.2023)

O Colégio Santa Cruz, no Alto de Pinheiros, também dedica ações afirmativas a essa etapa. (L.20-21)


No período acima, o pronome sublinhado exerce papel


A

dêitico.


B

catafórico.


C

anafórico.


D

exofórico.