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Leia o texto a seguir para responder às questões 27 e 28.
Um automóvel havia encalhado em certo ponto de mau caminho, num atoleiro.
— E agora?
— Agora é procurar bois na vizinhança e arrancá-lo à força viva.
Assim se fez. Arranjam os bois — uma junta.
Atrelam-na ao carro e principia a luta.
— Vamos, Malhado! Puxa, Cuitelo!
Os bois estiram os músculos num potente esforço, espicaçados pelo aguilhão.
Mas não basta. É preciso que todos, serviçais e passageiros, metam ombros à tarefa e, empurrando de cá, alçapremando de lá, ajudem o arranco dos bovinos. A mosca aparece. Assunta o caso e resolve meter o bedelho onde não é chamada. E toda aflita começa — voa daqui, pousa ali, zumbe à orelha de um, pica no focinho de outro, atormenta os bois, atrapalha os homens — a multiplicar-se de tal maneira que dá a impressão de ser não uma só, mas um enxame inteiro de moscas infernais.
O carro, afinal, saiu do atoleiro.
— Uf! Que trabalhão me deu!... — disse a mosquinha enxugando o suor da testa.
PRIETO, Benita (org.). Fabulosas fábulas de Monteiro Lobato, Monteiro. A mosca e o automóvel. Ações e Conexões: Rio de Janeiro, 2021.
No final do texto:
“O carro, afinal, saiu do atoleiro.
— Uf! Que trabalhão me deu!... — disse a mosquinha enxugando o suor da testa.”, há um exemplo da figura de linguagem onomatopeia e um verbo dicendi, que são, respectivamente
“trabalhão” e “saiu”.
“Uf” e “mosquinha”.
“Uf” e “disse”.
“afinal” e “disse”.
“mosquinha” e “saiu”.