Depreende-se do texto que, na época em que foi escrita a carta,
a variação lingüística era considerada como um fenômeno inerente às línguas em geral, como manifesta o remetente da carta no emprego da expressão "a minha intransigência etimológica" (L.3-4).
havia um padrão lingüístico estabelecido, tal como ocorre atualmente, a ser seguido pelos usuários da língua, como evidencia o trecho "submeter-me aos ditames dos mestres" (L.17).
a variação lingüística era um conceito de língua especificamente relacionado à escrita, em especial, às mudanças de grafia das palavras, tal como se concebe atualmente.
a "Academia" estava atenta às mudanças da língua escrita e da fala, mas procrastinava as decisões, que acabavam por não atender às necessidades do momento em que eram divulgadas.
já era refutada a crença de que existe uma única língua, tal como ocorre atualmente, após a introdução, nos estudos lingüísticos, do conceito de variação lingüística.