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No verso “Aceito os subterfúgios que me cabem,” (L6), a...

Leia o texto a seguir para responder às questões de 1 a 10.


Com licença poética


Quando nasci um anjo esbelto,

desses que tocam trombeta, anunciou:

vai carregar bandeira.

Cargo muito pesado pra mulher,

esta espécie ainda envergonhada.

Aceito os subterfúgios que me cabem,

sem precisar mentir.

Não sou feia que não possa casar,

acho o Rio de Janeiro uma beleza e

ora sim, ora não, creio em parto sem dor.

Mas, o que sinto escrevo. Cumpro a sina.

Inauguro linhagens, fundo reinos

– dor não é amargura.

Minha tristeza não tem pedigree,

já a minha vontade de alegria,

sua raiz vai ao meu mil avô.

Vai ser coxo na vida, é maldição pra homem.

Mulher é desdobrável. Eu sou.


(PRADO, Adélia. Poesia reunida. São Paulo: Siciliano, 1995, p.11.)

No verso “Aceito os subterfúgios que me cabem,” (L6), a palavra “que” foi empregada como:


A

Conjunção subordinativa, fazendo a ligação à oração principal.


B

Pronome relativo, introduzindo uma oração subordinada adjetiva.


C

Conjunção aditiva, adicionando uma ideia à anterior; soma de informações.


D

Pronome demonstrativo, apontando a referência ao que foi dito anteriormente.


E

Advérbio interrogativo, ao introduzir um questionamento, denotando incerteza ou dúvida.