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Na perspectiva da variação linguística, como definida por Marcos Bagno (2002), a língua é uma “atividade social, cujas normas evoluem segundo os mecanismos de auto-regulação dos indivíduos e dos grupos em sua dinâmica histórica de interação entre si e com a realidade” (p. 32).
Levando em consideração essa definição, é papel do professor de Linguagens em sala de aula trabalhar prioritariamente com
as variantes de menor prestígio social, visto que essas são as que de fato serão utilizadas pelos estudantes em suas realidades dentro e fora do espaço escolar.
as variantes provenientes da norma padrão da língua portuguesa, visto que o espaço escolar é um ambiente formal, no qual os estudantes utilizarão exclusivamente as variantes de maior prestígio.
uma multiplicidade de variantes linguísticas, alternando entre as mais e menos prestigiadas, de modo a oferecer aos estudantes um acervo múltiplo de modos e usos da língua portuguesa.
as variantes locais e regionais do espaço no qual a escola se encontra, valorizando, desse modo, as especificidades de cada grupo de estudantes.