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A música "Força Estranha" apresenta uma linguagem poética...

Leia o texto a seguir e responda as questões 19 a 22.


Força Estranha


Eu vi o menino correndo eu vi o tempo

Brincando ao redor do caminho daquele menino

Eu pus os meus pés no riacho

E acho que nunca os tirei

O sol ainda brilha na estrada e eu nunca passei


Eu vi a mulher preparando outra pessoa

O tempo não parou pr'eu olhar para aquela barriga

A vida é amiga da arte

É a parte que o sol me ensinou

O sol que atravessa essa estrada que nunca passou


Por isso uma força me leva a cantar

Por isso essa força estranha

Por isso é que eu canto não posso parar

Por isso essa voz tamanha

Eu vi muitos cabelos brancos na fronte do artista

O tempo não para e no entanto ele nunca envelhece

Aquele que conhece o jogo

Do fogo das coisas que são

É o sol

É a estrada

É o tempo

É o pé

E é o chão


Eu vi muitos homens brigando ouvi seus gritos

Estive no fundo de cada vontade encoberta

E a coisa mais certa de todas as coisas

Não vale um caminho sob o sol

E o sol sobre a estrada

É o sol sobre a estrada

É o sol


Por isso uma força me leva a cantar

Por isso essa força estranha

Por isso é que eu canto não posso parar

Por isso essa voz tamanha


Por isso uma força me leva a cantar

Por isso essa força estranha

Por isso é que eu canto não posso parar

Por isso essa voz, essa voz, essa voz tamanha


Caetano Veloso

A música "Força Estranha" apresenta uma linguagem poética marcada por recursos estilísticos e relações semânticas complexas. Considerando a frase:


"A vida é amiga da arte, é a parte que o sol me ensinou."


É CORRETO afirmar que:


A

A construção apresenta uma metáfora ao associar "vida" e "arte", conferindo-lhes um caráter complementar e simbólico.


B

O pronome "que" é um elemento de coesão que retoma "arte", atribuindo a ela o papel de sujeito na oração.


C

O verbo "ensinou" está empregado em sentido denotativo, remetendo a uma ação literal de aprendizagem pelo sol.


D

A expressão "a parte" denota fragmentação, sugerindo que a relação entre vida e arte é incompleta.