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Leia atentamente o texto
01 ___ O desenvolvimento da maioria das campanhas neste primeiro turno resultou em muitos candidatos
perdedores e em uma atividade igualmente derrotada, o marketing político. Muito mais do que lições de “como
fazer campanhas”, a presente temporada apresentou inúmeros modelos de “como não fazer”. Os erros foram
exemplares, sempre em maior número e muito mais expressivos do que os acertos.
05 ___ Nunca assistimos a tanta pancadaria numa campanha presidencial como agora. O início foi o que se
convencionou chamar de “desconstrução da imagem de Ciro”. O neologismo serve apenas para esconder um erro
estratégico na quantidade e no tamanho dos ataques. Pois, se Serra, o atacante, por um lado conseguiu seu
intento, também conseguiu, com isso, reforçar uma imagem de destruidor de candidatos, iniciada com o episódio
Roseana Sarney.
10 ___ Isso se deve ao fato de o principal responsável pela campanha tucana, Nizan Guanaes, ser um
excepcional publicitário, seguramente um dos mais importantes do país. Mas marketing político não é
propaganda, é outra ação no complexo mundo das comunicações. E aqui, talvez, falte-lhe algum traquejo.
Fazer uma campanha presidencial protegido pela fortaleza do Plano Real é relativamente fácil - assim foi
em 94 e, guardadas as proporções, em 98. Para trabalhar um candidato governista, conciliando a visão que as
15 pessoas têm do presidente no poder com a expectativa de mudança e a personalidade do postulante, é preciso
bem mais do que a adaptação de um bom jingle de cerveja.
Na eleição estadual de 90, em São Paulo, vetei a campanha de ataques que Nizan, na sua primeira
tentativa de incursão no marketing político, pretendia colocar no ar contra Paulo Maluf, imaginando que com isso
faria Fleury ganhar a eleição, no segundo turno. Apesar de o resultado do primeiro turno ter apresentado uma
20 diferença de 12 pontos: 34%, contra 22% do candidato apoiado pelo governador Quércia.
As aparências indicavam o caminho do “bater para crescer”, já que o adversário tinha flancos frágeis.
Também tenho que reconhecer que, por hipótese e de acordo com a argumentação do momento, a campanha
violenta talvez conseguisse ganhar, com um só golpe mortal. A decisão era dificílima. O fato é que acabei
optando por uma campanha propositiva, sem deixar de ser aguerrida, que, lenta, gradualmente e com muito
25 sofrimento acabou vitoriosa. (...)
(Chico Santa Rita, Folha de São Paulo, 27/09/2002.)
Qual dos itens abaixo apresenta encontro consonantal?
derrotada
importantes
campanha
temporada