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Até hoje não encontrei ninguém que me explique o que é...

Atenção: Considere o texto abaixo para responder às questões de números 8 a 12.

Muitos e muitos anos atrás, antes do asfalto, quando a rodovia Fernão Dias ou era um mar de pó ou um mar de lama, as viagens eram aventuras. Eu morava no interior de Minas e o jeito de vir a Campinas para ver a namorada era arranjar carona em algum caminhão. Pois foi numa destas vezes que o motorista, delicadamente, para início de uma conversa que prometia ser muito longa, me perguntou: “E O que é que você faz?” Eu poderia ter dito simplesmente: "Sou professor”. isto ele entenderia perfeitamente, pois já havia frequentado escolas, sabia muitas coisas sobre professores, e passaria então a contar de suas proezas na aritmética e suas dificuldades com a língua pátria. Mas eu, tolo, e para dar um ar de importância, respondi: “Sou professor de filosofia..." O rosto do motorista se iluminou num largo sorriso. “Até que enfim”, ele disse. “Faz anos que eu quero saber o que é filosofia e até hoje não encontrei ninguém que me explique. Mas hoje tenho a sorte de ter um professor de filosofia como companheiro de viagem. Afinal de contas, o que é filosofia?”

Não tenho memória alguma do que lhe disse como inútil explicação.

(ALVES, Rubens. O retorno e terno. Papirus, Campinas, 2010)

Até hoje não encontrei ninguém que me explique o que é filosofia.

Transposto para o discurso indireto, o trecho acima assume a seguinte redação:

Ele disse que até aquele dia não


A

havia encontrado ninguém que lhe explicasse o que era filosofia.


B

encontrou ninguém que o explicasse o que era filosofia.


C

encontrava ninguém que lhe explicou o que é filosofia.


D

haveria de encontrar ninguém que o explique o que era filosofia.


E

foi encontrado ninguém que explicou-lhe o que é filosofia.