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Para responder às questões 01 a 10, leia o abaixo.
Cai chuva. E noite. Uma pequena brisa
1 Cai chuva, É noite, Uma pequena brisa,
2 Substitui o calor.
3 Pra ser feliz tanta coisa é precisa.
4 Este luzir é melhor.
5 O que é a vida? O espaço é alguém pra mim.
6 Sonhando sou eu só.
7 A luzir, em quem não tem fim
8 E, sem querer, tem dó.
9 Extensa, leve, inútil, passageira,
10 Ao roçar por mim traz
11 Uma ilusão de sonho, em cuja esteira
12 A minha vida jaz.
13 Barco indelével pelo espaço da alma,
14 Luz da candeia além
15 Da eterna ausência da ansiada calma,
16 Final do inútil bem.
17 Que, se quer, e, se veio, se desconhece
18 Que, se for, seria
19 O tédio de o haver... E a chuva cresce
20 Na noite agora fria.
Autor: Fernando Pessoa,
A figura de linguagem predominante no verso Barco indelével pelo espaço da alma (l.13) é:
Hipérbole: exagera na importância do barco como símbolo, atribuindo-lhe um valor exagerado.
Eufemismo: suaviza a ideia atribuída ao barco, conferindo-lhe qualidades humanas.
Metáfora: faz uma comparação implícita ao associar a jornada do eu lírico ao movimento de um barco que percorre o “espaço da alma”.
Antítese: contrapõe as ideias de barco e indelével de forma contraditória.