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Texto para as questões de 1 a 10.
1 A inteligência artificial (IA) passou a ocupar uma posição de destaque na sociedade, despertando o interesse da
população em suas mais diversas aplicações. Essa tecnologia, que vem evoluindo rapidamente, está impactando não apenas
a vida cotidiana, mas também a prática da medicina de maneira significativa. Um estudo realizado pela Microsoft mostrou
4 que 79% das organizações de saúde reportam usar IA, ou seja, a tendência virou prática. Com isso, a integração da IA na área
médica está transformando todas as etapas da assistência à saúde, da triagem inicial até o acompanhamento pós‑consulta, e
levantando debates sobre sua implantação.
7 De início, pode‑se pensar que o uso da IA se restringe a aplicações muito complexas no ambiente da saúde.
Entretanto, já é possível criar novas práticas a partir de movimentos simples. Essa tecnologia é capaz de analisar dados
médicos, históricos e fatores de risco para prever possíveis diagnósticos, permitindo que pacientes em situação de risco
10 recebam tratamento precoce, o que é particularmente relevante em condições crônicas de saúde.
Durante a consulta médica, por exemplo, a IA constitui uma ferramenta valiosa para melhorar a tomada de decisões
clínicas. Existem soluções de inteligência artificial que, ao analisarem sintomas e exames, oferecem sugestões de hipóteses
13 diagnósticas e opções de tratamento. Essas ferramentas reduzem os “pontos cegos” do raciocínio clínico, oferecendo
suporte adicional para que o médico explore todas as possibilidades com mais segurança. O uso de prontuários eletrônicos
inteligentes também otimiza essa etapa pois permite que os profissionais revisem prescrições médicas com mais precisão, o
16 que reduz a margem de erro em dosagens e interações medicamentosas.
Como toda nova tecnologia, a IA causa estranheza e é preciso desmistificá‑la, torná‑la prática e simples para o
médico. Guias criados por médicos para médicos oferecem um passo a passo valioso para os profissionais com pouco ou
19 nenhum contato com a tecnologia. Ensinam desde como baixar os chatbots até como redigir os melhores comandos para a
obtenção de informações mais precisas.
A IA aplicada à saúde não se restringe aos médicos. Após a consulta, no dia a dia prático dos pacientes, a IA pode
22 atuar como um assistente virtual, oferecendo suporte contínuo. Ela pode responder a dúvidas frequentes sobre medicação,
esclarecer cuidados pós‑tratamento e monitorar a recuperação, garantindo que o paciente receba orientações precisas
sem a necessidade de visitas adicionais ao consultório. Além disso, sistemas de IA estão sendo desenvolvidos para fazer o
25 acompanhamento automatizado de pacientes com doenças crônicas, oferecendo lembretes sobre horários de medicação
e consultas.
A IA também desempenha um papel fundamental em tarefas administrativas, que consomem grande parte do
28 tempo dos médicos. Ela pode ajudar a gerar laudos e relatórios médicos mais rapidamente, resumir exames complexos e
fornecer explicações em termos acessíveis para o paciente. Ao aliviar a carga de trabalho dos médicos, essas inovações
permitem que eles dediquem mais tempo à interação com o paciente e menos tempo a atividades burocráticas.
31 Sob o ponto de vista ético, é importante que os profissionais de saúde estejam capacitados para interpretar
corretamente os dados fornecidos pela IA e saber quando confiar na tecnologia e quando confiar em sua experiência clínica,
pois a IA pode fornecer informações incorretas, chamadas de “alucinações”, que podem levar a erros de diagnóstico ou
34 tratamento. Por isso, é importante que os médicos estejam aptos a utilizar a solução de IA como parceira de trabalho, como
uma tecnologia auxiliar, e não como protagonista das decisões médicas.
Internet: <www.exame.com> (com adaptações).
Assinale a opção correta no que diz respeito à concordância verbal no texto.
Na linha 15, estaria mantida a correção gramatical do texto caso as formas verbais “otimiza” e “permite” estivessem flexionadas na terceira pessoa do plural, dada a possibilidade de concordarem com “prontuários eletrônicos inteligentes” (linhas 14 e 15).
Não haveria prejuízo da correção gramatical do texto caso a forma verbal “reduz” (linha 16) estivesse flexionada na terceira pessoa do plural, já que se refere a “prescrições médicas” (linha 15).
Na oração “e é preciso” (linha 17), o verbo está flexionado na terceira pessoa do singular porque o sujeito dessa oração é indeterminado.
Na linha 24, estaria preservada a correção gramatical do texto caso a forma verbal “fazer” estivesse flexionada na terceira pessoa do plural, já que o referente sujeito da oração expressa por essa forma verbal é “sistemas de IA”.
A forma verbal “oferecem” (linha 18) poderia, sem prejuízo da correção gramatical, estar flexionada na terceira pessoa do singular, visto que o sujeito da oração expressa por essa forma verbal tem sentido genérico.