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A fundação tem usado um método conhecido como...

O texto seguinte servirá de base para responder às questões de 21 a 28.


Por que Portugal está soltando bovinos e cavalos na natureza


Há milhares de anos, os ancestrais selvagens do gado bovino e do cavalo vagavam livremente pela região do Côa, migrando em grandes rebanhos e desempenhando um papel fundamental na manutenção dos ecossistemas de pastagens.

Os animais eram tão importantes que nossos ancestrais decidiram pintar e gravar suas imagens em cavernas e pedras. Ao longo do Vale do Côa, representações de auroques, cavalos selvagens e outras criaturas que datam de vinte e quatro mil anos foram esculpidas nos afloramentos de xisto.

A área abriga uma das maiores concentrações de arte rupestre paleolítica a céu aberto e é reconhecida como Patrimônio Mundial da Unesco.

Com seus chifres longos e corpo maciço, o auroque aparece com destaque nas gravuras. Outrora o maior mamífero terrestre da Europa, o auroque foi extinto no século XVII devido à caça excessiva e à perda de habitat.

O último exemplar da espécie morreu na Polônia em 1627; um dos primeiros casos de extinção registrados.

Mas esforços recentes tentam trazer de volta esses poderosos herbívoros. A Rewilding Portugal firmou uma parceria com a Fundação Taurus, uma organização holandesa dedicada à criação de bovinos que possam prosperar nas paisagens selvagens da Europa. "Queríamos desenvolver um substituto para o que os auroques costumavam ser", diz o ecologista Ronald Goderie, diretor da Fundação Taurus, que iniciou um programa de reprodução em 2008. Embora os auroques estejam extintos, seus genes sobrevivem no gado doméstico.

A fundação tem usado um método conhecido como retrocruzamento para combinar raças de gado no sul da Europa que ainda mantêm algumas das características de seus ancestrais auroques: grande estatura, pernas longas, constituição esbelta e grandes chifres curvados para a frente. "Combinamos raças primitivas para chegar o mais próximo possível geneticamente do que o auroque já foi", diz Goderie. O objetivo é criar um bovino selvagem que possa novamente vagar livremente e que esteja preparado para lidar com predadores.

Por milênios, o pastoreio de auroques criou espaços abertos para outras espécies prosperarem. Como o mais próximo do auroque extinto retratado nas gravuras pré-históricas, Goderie afirma que os tauros desempenham uma função ecológica semelhante, vital para a biodiversidade. "O pastoreio natural levará a mais processos apropriados que estão ausentes nos ecossistemas locais, mais habitats e mais biodiversidade", diz ele.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/c78jn2wd2gxo.adaptado

A fundação tem usado um método conhecido como retrocruzamento para combinar raças de gado no sul da Europa que ainda mantêm algumas das características de seus ancestrais auroques: grande estatura, pernas longas, constituição esbelta e grandes chifres curvados para a frente.


A partir do trecho fornecido, identifique a alternativa cuja construção respeita plenamente as normas de concordância nominal exigidas pela linguagem culta da língua portuguesa.


A

A descrição das características dos bovinos contempla formas femininas e plurais coerentes com os núcleos, como em "grande estatura" e "pernas longas", demonstrando domínio da concordância nominal.


B

A forma "esbeltos" pode ser substituída em relação àquela registrada no texto, para concordar com a expressão anterior "seus ancestrais auroques".


C

A forma "perna longa" mantém coerência com "raças de gado" e, por isso, a forma plural em "pernas longas" não seria obrigatória.


D

A substituição de "grandes chifres curvados" por "grande chifre curvado" não afeta a correção gramatical da frase, pois se trata de um uso genérico e indefinido.