Imagem de fundo

Analise o período a seguir, retirado do texto-base: “Cada...

Nuvens de mosquitos podem agir como redes de neurônios


Por Osame Kinouchi e Guilherme Roncaratti Galanti


01 Como os mosquitos formam aqueles intrigantes enxames ao entardecer Uma pesquisa

02 conduzida pela equipe do Centro de Pesquisa, Inovação e Difusão em Neuromatemática

03 (NeuroMat), da Universidade de São Paulo (USP), mostra que cada mosquito ajusta sua posição

04 com base na proximidade entre seus vizinhos. Com simulações computacionais, foi possível

05 formar enxames similares aos naturais usando um modelo simples.

06 Alguns modelos assumem que os mosquitos são atraídos por um ponto central, como se

07 estivessem ligados a uma mola invisível. Mas essa perspectiva talvez possa ser relacionada aos

08 casos das nuvens de insetos formadas em volta de lâmpadas, que não se aplicam ao fenômeno

09 de aglomeração natural analisado aqui. Outra hipótese presume ainda que o mosquito consegue

10 calcular a distância entre ele e o centro da nuvem. A última possibilidade baseia-se na densidade

11 de mosquitos presentes numa nuvem, avaliando o comportamento coletivo desses insetos.

12 Assim além de desafiar hipóteses tradicionais, os resultados ampliam a compreensão sobre as

13 aplicações biológicas de conceitos da Física.

14 No estudo, publicado na revista Brazilian Journal of Physics, usou-se o conceito de

15 vizinhança de Moore — uma abordagem comum em modelos computacionais, que permite

16 simular o espaçamento entre os insetos numa nuvem. O teste original consiste em usar a

17 informação de posição dos oito vizinhos mais próximos, num plano imaginário de nove pontos.

18 Para uma abordagem tridimensional, calculamos o equivalente a um cubo de 3x3x3, ou seja, 26

19 vizinhos próximos a um mosquito central. Essa divisão do espaço em grades baseia-se num

20 conceito conhecido como discretização. Algo que não é necessário ou realista, mas suficiente

21 para demonstrar a ideia de que os mosquitos não precisam de informação de longa distância

22 para se auto-organizar em enxames. Cada mosquito ajusta sua posição com base na densidade

23 do local, ou seja, no número de vizinhos próximos ocupados. Essa abordagem simples, mas

24 robusta, reproduziu com precisão a formação e dispersão dos enxames revelando padrões

25 surpreendentes.

26 Embora o estudo tenha avançado na compreensão teórica sobre o comportamento coletivo

27 de mosquitos, ainda restam perguntas intrigantes: como os insetos detectam a densidade local

28 e coordenam suas ações durante a transição? Esses mistérios continuam a fascinar e reforçam

29 a importância de explorar fenômenos do cotidiano para entender leis universais da natureza.

30 Acredita-se que esse trabalho contribui para ampliar o alcance das ciências matemáticas e

31 biológicas, ao conectar conceitos fundamentais da Física a sistemas biológicos em diversas

32 escalas.


(Disponível em: www.super.abril.com.br/ciencia/nuvens-de-mosquitos-podem-agir-como-redes-de-neuronios-e- tomar-decisoes-coletivas/ – texto adaptado especialmente para esta prova).

Analise o período a seguir, retirado do texto-base: “Cada mosquito ajusta sua posição com base na densidade do local, ou seja, no número de vizinhos próximos ocupados”. Nesse período, o termo “sua posição” completa o sentido do verbo “ajusta”, indicando aquilo que é ajustado pelo mosquito. Considerando a estrutura sintática da oração e as funções dos termos, assinale a alternativa que identifica corretamente a função sintática desempenhada pelo termo destacado “sua posição”.


A

Sujeito.


B

Objeto indireto.


C

Objeto direto.


D

Complemento nominal.


E

Predicativo do sujeito.